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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

LinkedIn ganha dois novos usuários a cada segundo

Segundo Jeff Weiner, presidente do LinkedIn, o site ganha dois novos usuários a cada um segundo. O site adicionou 14 milhões de novos usuários no segundo trimestre de 2011, depois de ter alcançado a marca de 100 milhões de internautas no início do ano. Os botões de compartilhamento da rede profissional também estão presentes agora em 100 mil sites.

Além disso, a empresa disse que sua receita no segundo trimestre saltou de 120% na comparação com o mesmo período de 2010, para US$ 121 milhões, ultrapassando a previsão média do mercado de US$ 104,73 milhões. O lucro líquido no segundo trimestre subiu ligeiramente de US$ 4,3 milhões, há um ano, para US$ 4,5 milhões.

O LinkedIn foi a primeira rede social dos Estados Unidos a ter seus papéis negociados publicamente. No Brasil, esse site não é tão conhecido assim. Ele funciona como um "cartão de visita" para uma pessoa que deseja procurar um emprego em qualquer lugar.

Lá, além de montar seu curriculum, você pode estabelecer conexões com colegas em empresas que já trabalhou, pedir recomendação de contatos e candidatar-se a vagas publicadas na rede. O site também tem uma versão paga, que oferece recursos avançados.

Porém, na versão aberta, a ferramenta permite estabelecer conexões profissionais, estatística de quem visualizou o perfil do usuário (na modalidade gratuita, os dados são limitados), criação de grupos de discussões e endereço de web personalizado. No serviço, o usuário ainda pode montar um currículo a partir do perfil para ser baixado em PDF, compartilhado ou impresso.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Propagandas Vintages: Redes Sociais e Consoles




Como seriam as propagandas das redes sociais (Twitter, Facebook, Skype...) e dos videogames modernos (Wii, Xbox, Ps3...) se eles fossem lançados 50 anos atrás? Pensando nisso, criaram propagandas de tais elementos do séc. XXI no estilo retrô:










Por Gabriela Serejo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cidade chinesa ordena fechamento de duas falsas lojas da Apple



Vendedor de uma das lojas faz gesto obsceno ao fotógrafo
De acordo com a agência Reuters, autoridades de Kunming, China, ordenaram o fechamento a duas falsas lojas da Apple, não por causa das questões de pirataria, mas porque as lojas não tinham alvará de funcionamento. Das cinco "Apple Stores" extra-oficiais que estavam vendendo produtos da Apple sem autorização da empresa norte-americana, somente duas fecharam as portas, informaram as autoridades.


A investigação sobre esses estabelecimentos foi descoberta através de uma denúncia feita por uma estadunidense em seu blog. As autoridades de Kunming não fecharam a loja denunciada pela blogueira, já que esta solicitou à Apple uma licença para trabalhar como sua revendedora, informou um representante do governo local. 


"A mídia não deveria compreender a situação erroneamente e tirar conclusões apressadas. Alguns veículos estrangeiros de mídia fizeram parecer que as lojas vendiam falsos produtos da Apple", disse Chang Puyun, porta-voz do departamento empresarial da prefeitura de Kunming.
"A China vem tomando medidas rigorosas para defender os direitos de propriedade intelectual, e as lojas não estavam vendendo produtos falsos", continuou.
As autoridades estão investigando para determinar se a Apple solicitou proteção legal do governo chinês para o design e layout de suas lojas, acrescentou Chang. Inspeções em cerca de 300 lojas de Kunming foram realizadas depois do post da americana, que vive na cidade chinesa, ter exposto a existência de uma cópia quase impecável de uma Apple Store, cujos funcionários acreditavam estar trabalhando para a fabricante do iPhone e iPad.
Além de proteger marcas registradas, a lei chinesa proíbe que companhias copiem a aparência e estilo das lojas de outras empresas, mas a fiscalização da norma não é muito rigorosa. Porém, os Estados Unidos e outros países ocidentais se queixam com frequência do atraso dos chineses quanto ao combate ao roubo de propriedade intelectual. Há dois meses, a China pelo sétimo ano consecutivo, fez parte da lista do departamento do governo norte-americano para assuntos comerciais como um dos países com piores históricos na prevenção a roubo de propriedade intelectual.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Comentários sobre o GetGlue

Misture o Filmow, Twitter, Facebook e Foursquare em uma única rede social, logo terá o GetGlue. Nele, você vai mostrar livros, programas de televisão, seriados, filmes, música e jogos que gosta ou odeia (através da ferramenta 'Like' e 'Dislike'). Também, pode fazer um elogio ou uma crítica em poucos caracteres (igual ao twitter) sobre diversos assuntos.

Uma característica em comum do GetGlue e Twitter são os followers. Você pode seguir uma pessoa que tem interesses em comum. Em comparação as outras redes sociais que uso/usei, o GetGlue é uma das mais fácies de se aprender, por causa de sua interface limpa.

Como funciona? Ele tem três ferramentas: o Check-in, Likes e Stickers. Primeiro vamos falar do Likes que pelo nome já diz, é a lista das coisas que você gosta e essa ficará visível para os outros usuários. Aqui embaixo está um print da minha página do Likes. 




E para poder colocar mais coisa nessa ferramenta, clique em Suggestion (veja a foto seguinte):


Na parte do Suggestion terá uma lista (dividida em lançamento, sugestão e popular) de filmes, seriados, programas de TV, jogos e entre outros. Então, só clicar na parte Like do que deseja e pronto!


Agora vamos falar do Check-in que é a parte "Twitter" do GetGlue. Nele, você falará o que está escutando, lendo, jogando e entre outras coisas. É nessa ferramenta que o usuário pode fazer uma pequena crítica ou elogio. Além disso, na sua timeline verá o Check-in de outras pessoas e também das pessoas que segue. 


E por último, os Stickers. A cada 50 posts no Check-in, você ganhará um adesivo (não é fácil?).  O GetGlue também tem aplicativos que você pode compartilhar as informações da rede pelo Twitter e Facebook. Além disso, a rede social, assim como todas as outras, possui barra de procurar com intuito de buscar amigos, coisas que gostamos e entre outras. Acessem http://getglue.com

Postado também no blog Maluca Vida Urbana

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O que é Spotify?

O LastFm é um site que funciona como rádio e também como rede social. Agora, chegou o Spotify que ganhou força, inclusive, através dos elogios da cantora pop Britney Spears e do vocalista do Nine Inch Nails, Trent Raznor.

O Spotify foi criado na Suécia no ano de 2006. Como funciona esse site? Ele é uma mistura de Pandora Radio com LastFm. O nome é a junção de duas palavras em inglês: 'Spot', significa local ou ponto e 'Identify', que quer dizer 'Identidade'. O catálogo de músicas dentro do site é gigante e o importante, você pode escutar todas essas de graça e na íntegra (ao contrário do LastFm que só escutamos os primeiros 30 segundos na maioria das músicas catalogadas).

Porém, você pode pagar U$ 05,00 para você tirar as propagandas que estão espalhadas pelo Spotify e U$ 10,00 para obter a conta premium. Essa conta permite escutar as músicas através de seu celular e em outros aparelhos de som. Além disso, o site também funciona como Itunes (o media player da Apple).

A quantidade de usuários que estão aderindo ao site está crescendo a cada vez mais, principalmente, a população estadunidense no qual cresce a cada dia o número de usuários vindos de lá. Segundo as estimativas, o Spotify daqui a pouco vai ter a mesma quantidade de usuários americanos que o Pandora (outro site que une as redes sociais e compartilhamento de música) possui.

Publicado também no blog Maluca Vida Urbana

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Recomendado para blogs/sites

Existe enfeite para o blog que não é brega. A Cat-Us é uma empresa de interatividade social que desenvolveu uma barra para blogs e sites. Você pode agrupar vários ícones nela que mostram desde as redes sociais até campanhas relacionadas ao seu blog/site.

 Essa barrinha é recomendada para as pessoas quem tem Wordpres.org e qualquer usuário de provedores que precisam baixar plug-ins e widget para deixar o seu blog ou site de um jeito bacana. São mais de 20 aplicativos para adicionar na barra. Entre eles estão às redes sociais como Twitter, Facebook, Flickr, Orkut, Tumblr, Formspring e até o recém-nascido Google+. Além disso, a barra do Cat-Us tem aplicativos como mural de recados, posts recentes e exibir vários twitters ao mesmo tempo. 

Aqui em baixo está um print no blog da maquiadora Claudia Stoco que dar dicas de maquiagem, cabelo e esmalte. Foi lendo o blog dela que descobri essa barrinha.
 


Para obter a barra, você tem que acessar o site da empresa http://www.cat-us.com/ e se cadastrar. Depois, o coloque no seu blog/site.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Santa Sé inaugura o "News.va" e reafirma sua missão na internet

Vatican Inside

No dia 29, será inaugurado o News.va.

O primeiro a “navegá-lo” será Bento XVI: nesta terça-feira à tarde, depois de recitar as vésperas para a festa dos santos Pedro e Paulo, o pontífice tomará nas mãos um computador em formato tablet e irá explorar o novo portal multimidiático de informação doVaticano, www.news.va.

O site irá agregar os conteúdos textuais e de áudio e vídeo de todos os meios da Santa Sé: do jornal L’Osservatore Romano à Rádio do Vaticano, do Centro Televisivo Vaticano às suas duas agências, o Serviço de Informação do Vaticano e a Fides, ligada à Congregação para a Evangelização dos Povos, até aos comunicados da Sala de Imprensa do Vaticano.

Para o público em geral, o portal estará online no dia seguinte, 29 de junho, festa dos santos Pedro e Paulo e 60º aniversário de sacerdócio do Papa Ratzinger.

Uma decisão não casual: “É nosso desejo – disse Dom Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, apresentando o projeto aos jornalistas, hoje, no Vaticano – que essa importante iniciativa da Santa Sé no campo comunicativo seja uma homenagem e, muito mais do que isso, a expressão da nossa fidelidade e dedicação ao Santo Padre”.

Na verdade, confessou Celli, a esperança é de que o site pode ser acessado já a partir desta terça-feira à tarde. O que é certo é que a “inauguração” papal será gravada pelas câmeras do Centro Televisivo Vaticano e estará online “o mais rápido possível”.

O portal, explicou, será atualizado três vezes por dia: “No news.va, será possível encontrar as principais notícias impressas ou transmitidas por outros meios vaticanos. Trata-se, portanto, de um portal multimidiático que permitirá que o visitante acesse imediatamente as principais notícias”.

O ministro das comunicações do Vaticano destacou que o news.va terá “uma linha editorial específica”, mas fará referência ao que já tenha sido escrito ou comunicado pelos outros meios que, indicou, “irão conservar a sua autonomia e identidade”. Caberá ao seu dicastério a tarefa de coordenar a prioridade das notícias sobre o novo site, de acordo com as instruções que venham das diversas publicações.

Não desaparecerá, naturalmente, o portal “oficial” do Vaticano, www.vatican.va, que “conservará intacto, ou melhor, potencializada, a missão confiada a ele de pôr online o Magistério – nas suas diversas formas – do Santo Padre”.

O portal multimidiático de informações do Vaticano não será especificamente um site da Web 2.0, isto é, aberto a comentários e à interação social dos usuários. O seu desenvolvimento, no entanto, foi acompanhado pela abertura de uma página no Facebook e de uma conta no Twitter, nas quais será possível compartilhar e comentar os conteúdos.

“O portal – disse o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa, da Rádio do Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano – pretende-se tornar um pouco a vitrine por meio da qual se torne fácil ao público acessar”os conteúdos dos meios de comunicação Vaticanos. Será uma “aventura e um desafio interessantes”, acrescentou: “Vamos ver se conseguiremos realmente” não os sobrepor ou fazer “concorrência de modo negativo, mas, ao contrário, potencializar a colaboração”.

Para Giovanni Maria Vian, diretor do L’Osservatore Romano, o news.va “não é uma nova publicação” e é significativo que tenha nascido com o apoio de Bento XVI, apesar dos “estereótipos” que o representam como “pouco sensível aos novos instrumentos de comunicação social”.


Para os primeiros meses, o news.va estará só em duas línguas, italiano e inglês, embora, depois do verão europeu, antecipou Dom Celli, “teremos um primeiro redesenho do site e a abertura de pelo menos uma outra língua, talvez em espanhol”. No futuro, o objetivo é acrescentar também as versões em francês, português e alemão.

Google+: A nova rede social do Google


Para concorrer com o Facebook, o Google divulgou seu mais novo projeto que ainda está em fase de desenvolvimento e sem data prevista para o lançamento. O objetivo da mais nova rede social é compartilhar todos os recursos do Google em uma só rede.
A ideia da rede, é que todos os usuários utilizem suas conexões com as pessoas de seu convívio o mais parecido com a vida real. Para maior praticidade, a rede social é dividida em círculos de amizades para que entre os círculos compartilhem conteúdos es
pecíficos de cada grupo.
No projeto, ainda há diversas funções: Sparks, Hangouts, Instant Upload e Huddle. A função Sparks mostra vídeos e artigos de acordo com o gosto do usuário, definido por uma barra similar à do Google em que ele mostra seus interesses, e, além disso, poderá compartilhar com o grupo desejado. Na função Hangouts permite que o usuário converse com outro por meio de vídeo ao abrir a sala de chat. "Até aperfeiçoarmos o teletransporte não há nada melhor." , diz o Google. Com a função Instant Upload podemos botar as fotos do celular diretamente para o site e ainda, com a função Huddle, é possível mandar uma mensagem de texto para um grupo já destinado, sem perder tempo procurando pessoa em pessoa no celular.
Assim, mesmo com a chegada dessa nova rede, o Google continuará com o Orkut e a produzir novos recursos para os usuários antigos desta rede. A ideia é aglutinar suas funções em um só site e aumentar sua concorrência com o Facebook, que vem crescendo cada vez mais após o filme "A Rede Social" e o livro "Bilionários por Acaso: A criação do Facebook".
Para maiores informações, acessem o link do Google+.

Por Gabriela Serejo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O uso (ir)responsável do IRC

O IRC (abreviação de Internet Relay Chat) foi uma das primeiras ferramentas de integração social massiva na internet. Criada em 1988, pelo programador finlandês Jarkko Oikarinen, esteve, de início, restrita ao ambiente universitário escandinavo, mas ganhou rápida expansão pelo mundo inteiro. Já em 1991, três anos depois de sua criação, a ferramenta era usada para noticiar em tempo real os acontecimentos da Guerra do Golfo, no Oriente Médio, por universitários da região. O grande público tomou nota a partir de 1993, quando a Internet começou a se abrir para um público cada vez maior, e o auge veio na segunda metade da década de 1990 no mundo, e no início do século XXI no Brasil.

Ao mesmo tempo em que abriu espaço para atividades de fins bastante produtivos, como a divulgação de notícias de uma maneira muito mais rápida para um número muito maior de pessoas, o IRC também passou a receber a atenção de usuários conhecidos como trolls. Esses usuários, infiltrados entre outros, se dedicavam a "destruir o sistema" da rede de bate-papo, e, em grande número, não podiam mais ser ignorados. Com eles, surgiram vários problemas como a sobrecarga constante de servidores e discussões ou acusações (carregadas muitas vezes de tom preconceituoso) sem fundamento que ganhavam grande atenção em um curto espaço de tempo, tendo em vista o potencial do programa.

No Brasil, um dos casos mais conhecidos desse tipo de abuso se deu em 7 de outubro de 1998 quando, na primeira semana do programa Malhação.com, apresentado ao vivo na Rede Globo por André Marques (o intérprete do personagem Mocotó), o usuário do IRC noFHC acusou o dono da emissora, Roberto Marinho, de ser traficante de drogas. Como o programa era exibido ao vivo, a equipe de produção não teve tempo de editar as imagens e o apresentador nada pôde fazer além de pedir para os utilizadores do serviço que "segurassem a onda".




A partir daí, surgiram cada vez mais discussões sobre o uso responsável da internet no Brasil, gerando inclusive campanhas nacionais sobre o tema. O programa Malhação.com, por sua vez, em suas edições seguintes, jamais voltou a exibir o seu canal no IRC ao vivo para todo o Brasil. Depois de uma única temporada, o programa foi retirado do ar e seu formato completamente alterado.

por Antônio Netto

terça-feira, 21 de junho de 2011

Islândia usa Facebook para reescrever sua Constituição



Em tempos de sociedade de rede, a cultura digital ganha cada vez mais força. Exemplo disso é o fato de o governo islandês ter criado uma página no Facebook, para que os habitantes do pequeno país possam acompanhar o andamento da atualização da Constituição de seu país e sugerir novas cláusulas para o principal documento da nação.

A Carta islandesa é a mesma há quase 70 anos, já que foi adotada em 1944, quando o país conquistou sua independência da Dinamarca. É, basicamente, uma transcrição dessa última, com apenas algumas pequenas alterações.

Para participar, os islandeses precisam informar nome e endereço, e a sugestão passa por um moderador antes de ser publicada. O governo criou ainda um perfil no Twitter, uma página no YouTube e um conta no Flickr para estimular a população a participar da elaboração da nova Constituição.

A discussão deve prosseguir até o fim do mês, quando o projeto será encerrado. Depois de pronta, a nova Constituição ainda será submetida ao Parlamento islandês por duas vezes para garantir a sua ratificação.

por Antônio Netto

A "galera do Twitter" e Ana Maria Braga

Que o serviço de microblog Twitter tem cada vez mais poder e influência na sociedade é inegável, mas as situações por ele geradas, a cada dia, se tornam mais surpreendentes. Em 16 de junho de 2011, a apresentadora do programa Mais Você, Ana Maria Braga, resolveu atender aos apelos do seu público que, por meio do aplicativo, mandava vários pedidos de repetição de uma experiência feita (com pouco sucesso) no dia anterior. O objetivo da apresentadora era simular a erupção de um vulcão, mas o resultado final (gerado pelo conhecido "efeito coca-mentos") teve pouca semelhança com o fenômeno da natureza...



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por Antônio Netto

Nos bastidores da Wikipédia







Segundo o senso comum, a Wikipédia é um projeto colaborativo, cujo objetivo é a construção de uma fonte de conhecimento tão confiável e ampla quanto as enciclopédias convencionais. Mas será que, realmente, todos os esforços dos seus colaboradores voluntários são voltados a este objetivo um tanto quanto utópico? Ou será que, em meio aos verbetes e às milhares de páginas anexas ou de discussões, por exemplo, não surgem acontecimentos que podem desviar a atenção dos editores do conteúdo enciclopédico?
Para elucidar a dúvida apresentada acima, é preciso recorrer aos próprios colaboradores do projeto da Wikimedia, os chamados “wikipedistas” ou “wikipedianos”. Quem são eles? Por que se interessaram pelo projeto? Como vislumbram o futuro das diferentes edições da enciclopédia virtual? Para responder essas perguntas, bem como algumas outras, vários editores foram procurados, e alguns se dispuseram a respondê-las. Existem praticamente dois grupos de editores, os otimistas e os pessimistas, que, como já se deve imaginar, veem um caminho de sucesso e outro fracasso para as metas do projeto, respectivamente.

O lado pessimista...


Registrado em 2008, ChristianH foi participante da Wikipédia por três anos, colaborando não apenas como editor, mas também como administrador e burocrata do projeto. Recentemente, em abril de 2011, deixou a wiki de lado, e explicou seus motivos logo abaixo.

Pergunta: O que você mais gostava de fazer na Wikipédia?

Resposta: Dar opinião em idéias idealizadoras, editar assuntos do meu interesse e reverter vândalos.

P: Quais eram as suas principais áreas de interesse na wiki?

R: Wrestling, rap e hip hop.

P: Que motivos lhe levaram a abandonar o projeto?

R: O usuário JSSX, brigas internas em geral, falta de vontade, desânimo e vontade de aproveitar a vida.

P: O que você faz na internet, agora que deixou a Wikipédia?

R: Tenho trabalhado especialmente no blog Extreme Live Wrestling.

P: O que mais gostava de fazer como administrador?

R: Bloquear vândalos.

P: E como burocrata?

R: Renomear contas e dar bots.

P: Levando para um outro lado, gostaria perguntá-lo quais são os motivos que você vê como fatores preponderantes para a decadência da wiki?

R: Além do Fred?

P: Sim.

R: O afastamento de muitos usuários com os quais eu sabia que estávamos indo a algum lugar.


Outro usuário não tão otimista em relação ao destino da Wikipédia lusófona é conhecido na comunidade como Teles. Começou a editar páginas dos projeto ainda em abril de 2007 e, até hoje, continua ativo, ainda que não tanto quanto em outros períodos. Mais recentemente, passou a se dedicar mais a outras atividades, mas sem largar as outras comunidades da Wikimedia Foundation (que gerencia não só a Wikipédia, mas também o Wikilivros e a Wikiversidade, por exemplo).

Pergunta: O que você mais gosta de fazer na Wikipédia?

Resposta: Bloquear vândalos e apagar as bobagens que eles fazem.

P: Como anda o ambiente de trabalho por lá?

R: Da mesma forma que estava há algum tempo... sempre existem usuários problemáticos.

P: E que medidas estão sendo tomadas para combatê-los?

R: Não sei... de vez em quando um é bloqueado, mas isso, às vezes, demora muito a acontecer.

P: Como anda o corpo administrativo do projeto?

R: Os administradores tentam seguir em frente, mas quase não há renovação. Recentemente, o administrador Roberto de Lyra precisou se ausentar, por motivos pessoais, mas outros já fizeram o mesmo, tanto antes quanto depois, e ninguém conseguiu contê-los.

P: O que você acha que leva os usuários a se desinteressarem pelo projeto?

R: Não há evolução! Fazemos hoje o que se fazia há um ano, e não há qualquer evolução. Não importa o quanto nos esforcemos, o combate ao vandalismo continua fraco, as discussões não caminham para lugar nenhum e os mesmos usuários disruptivos continuam por lá.

P: E como essa situação poderá ser, eventualmente, resolvida?

R: Não sei, mas acho que precisamos de gente nova na wiki. São sempre os mesmos usuários. Seria preciso atrair novos colaboradores para a administração e fazer com que estes sejam mais rigorosos com o cumprimento das normas de conduta, ainda que eu ache que isso tenha melhorado de uns tempos pra cá: os usuários estão se xingando menos.

P: E o que a comunidade pensa a respeito dos índices cada vez piores da Wikipédia lusófona, quando comparada às outras edições?

R: Não sei. Não acompanho essas discussões tão de perto quanto antigamente. Só continuo com as tarefas administrativas, e venho me voltando cada vez mais para outros projetos, nos quais o trabalho é mais valorizado e praticamente não existem panelas, nem ninguém pra atrapalhar.

P: E como vão as panelas da wiki?

R: Acho que estão enfraquecidas. Há um tempo que não vejo muita confusão. Alguns usuários problemáticos, como Fredxavier, praticamente não editam mais, o que já ajuda bastante.

P: E como vai a interação com os outros projetos da Wikimedia?

R: Não muito boa, já que a wiki-pt não é muito bem vista. Aliás, é tida como wiki problemática. Alguns usuários de fora, inclusive, acham que ela deve ser fechada e chegam a evitar realizar qualquer ação na wiki-pt para evitar perturbação.

P: Sendo assim, como você vê o futuro da wiki-pt?

R: Não sei... só me vejo fora dela.

__________

... e o lado otimista.


Conhecido como um usuário um tanto problemático por uns, e revolucionário e inovador por outros, Leandro Rocha, também conhecido como Quintinense, foi praticamente expulso do projeto, por seu uso abusivo de contas múltiplas. Começou a editar em 2007, e parou em 2009, quando foi bloqueado por período indeterminado. Mesmo assim não desistiu de colaborar e é, segundo suas próprias palavras, um dos "entusiastas" do projeto.

Pergunta: Quais são seus principais interesses na Wikipédia?

Resposta: Carnaval, esportes, geografia urbana, especialmente bairros do meu estado, e principalmente salvar os artigos mal-escritos que outros colocam pra eliminação.

P: Qual é a sua opinião sobre a política de eliminação de artigos da pt.wiki no momento?

R: Horrorosa, muito ruim mesmo, mas já foi muito pior. Comparada com o que era em 2007, evoluiu muito.

P: Como era em 2007?

R: Só pra quem não conhece, faço um resumo de como é hoje: existem 4 métodos de eliminação: ER (eliminação rápida), ESR (semirrápida), por Violação de direito autoral (VDA) e por votação (PE). A questão do VDA é um caso a parte, não vejo muito problema.
No caso da ER, o usuário marcava "ER" na página e um administrador ou eliminador apaga se concordar. Na ESR, alguém marca, e fica 4 dias pra alguém melhorar, ou discordar, fundamentado nas regras do projeto, e se isso não acontecer, o artigo é apagado. E por fim, na votação, como o próprio nome diz, ele é posto em votação. Por que o sistema é ruim? Eu explico... Primeiro por causa em parte de muitos usuários que parecem verdadeiros robôs. Se lerem um artigo mínimo, com o conteúdo "Luis Inácio Lula da Silva é um político brasileiro", é capaz de proporem a eliminação por estar sem fontes. Eles não sabem procurar fontes no Google, o que é tão simples; é como ver uma casa cheia de papel velho, e sair varrendo e jogando tudo no lixo, sem parar pra separar lixo de documentos. O método de ESR é o melhor dos três, porque dá tempo a quem discordar de consertar o artigo. O método de ER é bom se for usado somente em casos extremos, de lixo mesmo, e, de fato, é o que diz a regra, mas muitas pessoas pra querer eliminar o material rápido abusam dessa regra e marcam ER onde não poderia. O método por votação é ruim porque assim que os artigos são colocados em votação, o período de votação já é aberto, então, o criador do artigo, ou interessados em melhorá-lo, precisam trabalhar com a faca no pescoço pra melhorá-los, enquanto, ao mesmo tempo que precisam melhorar o artigo, precisam convencer as pessoas a mudar o voto, e muita gente não muda, por mais que o artigo seja melhorado. Em 2007 era pior porque não existia o método de ESR, então os artigos iam todos para ER, ou pra PE. Também era ruim porque não existiam critérios de notoriedade, então usuários propunham artigos para eliminação baseados unicamente no que eles achavam que era notório. Era comum ver situações absurdas, como uma determinada usuária que votava para apagar um time de futebol de terceira divisão paulista, mas votava para manter um time de futebol de terceira divisão gaúcho.

P: Qual é a sua opinião sobre o atual corpo de administradores da wiki.pt?

R: Também melhorou muito desde 2007, mas ainda é bem fraco. O grande problema é que muitos se omitem em conflitos graves. Quando alguém pede o bloqueio de um IP ou usuário novato que está causando problemas, os administradores rapidamente bloqueiam, mas quando é um usuário antigo, às vezes amigo, o corpo administrativo por vezes se omite, um fica esperando o outro agir, e o pedido fica mofando. Não tem um que aparece nem pra dizer "negado por isso e isso" ou "feito por isso e aquilo". É como se tivessem medo de errar e serem desnomeados pela comunidade depois.

P: E sobre a interrelação entre os mais diferentes projetos da Wikimedia?

R: Sinceramente, conheço pouco sobre isso. Utilizo basicamente Wikipedia lusófona e Commons somente.

P: E como você vê a existência de panelas no projeto?

R: Tem que se separar duas coisas. Eu entendo "panela" como uma coisa assim: "eu sou amigo de A e não gosto de B. Tudo que A falar, eu apoio, e tudo que ele pedir pra votar, eu voto. Enquanto tudo que B apoiar, eu serei contra". Isso é uma atitude muito infantil, mas não existe política que possa proibir isso, é só a comunidade como um todo começar a identificar esse comportamento nos debates e reagir. Agora, outra coisa completamente diferente são grupos de usuários que tem as mesmas ideias sobre o projeto e formam grupos off-wiki, seja em wikiencontros, seja em MSN, e passam a debater em off o projeto, tiram conclusões sobre ele, e apresentam juntos essa conclusão a comunidade, seja em debates, seja em votações. O nome disso é política e, embora muitos tentem negar, a Wikipedia é uma comunidade política, no melhor sentido do termo. As "panelinhas" seriam a deturpação da política, a politicagem... é como no Congresso Nacional, uma coisa são deputados que se unem por exemplo pra debater e defender um certo tema que defendem; outra são congressistas que votam a favor de propostas que contrariam seus mais profundos princípios, apenas porque quem apresentou a ideia foi alguém do partido. Ou pior, defendem alguém que quebrou o decoro, pelo mesmo motivo.

P: O que você acha de usuários carreiristas?

R: Se o cara quer simplesmente contribuir no cargo, ou se ele é vaidoso, isso não importa, desde que faça bem o seu trabalho. O grande problema está naqueles que pegam o cargo e não cumprem aquilo a que se propuseram. E pior, aqueles que pegam o cargo e ficam com medo de desagradar A ou B pra não perderem o cargo, e, por isso, violam as políticas da própria Wikipedia, isso sim é problemático.

P: O que tem a dizer sobre a qualidade do conteúdo dos artigos?

R: Não tenho nada a reclamar não, pelo contrário, acho até bom no geral, se você levar em conta que a Wikipedia é uma enciclopédia em crescente melhoria. Óbvio que existem artigos em diferentes níveis de qualidade, mas os processos que ela tem atualmente pra classificar isso e melhorar os artigos a partir daí já são suficientes. O usuário só tem é que aprender a ler a Wikipedia com senso crítico, como inclusive deveria fazer com todas as enciclopédias.

P: Você já pensou em se afastar do projeto?

R: Não, isso nem passa pela minha cabeça, tenho muito o que contribuir ainda. Mesmo estando bloqueado na Wikipedia em português, isso não passa pela minha cabeça. Sempre vigio o que acontece, e dou um jeito de editar de vez em quando. Wikipedia é um vício, um vício saudável. Mais difícil do que deixar de gostar da Wikipedia, só deixar de gostar de samba ou da minha mulher.

P: Algo para finalizar?

R: Queria dizer a você aí que está lendo isso, venha pra Wikipedia você também. Se você algum dia teve alguma experiencia ruim com o site, ou com algum usuário, com a comunidade e por isso ficou com alguma aversão ao projeto, esqueça isso, o projeto é muito maior que isso. Maus usuários passam, mas o conteúdo fica pra sempre, pra eternidade. Seus netos farão pesquisas com aquilo que você está ajudando a escrever hoje. Se tem alguma coisa no projeto que você não goste, seja nas políticas, seja no conteúdo dos artigos, mãos à obra, faça sua parte pra melhorar. Eu posso fazer muitas críticas à comunidade da Wikipedia lusófona, mas eu vejo que vem melhorando bastante, e só melhorou porque pessoas se dedicaram a melhorar. Sou um grande entusiasta do projeto e acho que ele ainda vai revolucionar a forma como as pessoas estudam e aprendem coisas.

por Antônio Netto


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Manifestantes do #foramicarla publicam carta aberta à prefeita

Há 1 semana, pessoas estão acampados na Câmara Municipal de Natal (CMN), o objetivo é mostrar a indignação com a gestão da atual prefeita, Micarla de Souza. #ForaMicarla é o nome do protesto que começou no twitter (mais informação nesse outro post desse blog). Depois, as manifestações sairam das redes sociais e vários protestos foram feitos em diversos cantos da cidade. 

Nessa semana, a prefeita Micarla convocou uma coletiva de imprensa e chamou os manifestantes de "golpistas". Em resposta a essa afirmação, os organizadores do #ForaMicarla escreveram uma carta aberta e estão colocando em diversos blogs, leiam a carta:


À Sra. Prefeita Micarla de Sousa
Nós, do Movimento #ForaMicarla, saudamos a iniciativa de realização de uma coletiva de imprensa. Porém, não reconhecemos a coletiva ocorrida ontem pela manhã como um sinal de abertura ao diálogo. Pois um diálogo público pressupõe o debate de idéias e a construção de pautas para amadurecermos enquanto sociedade. Pressupõe ainda, uma firme postura de humildade e reconhecimento do outro.
O que testemunhamos foi a persistência de um discurso marcado pela desqualificação dos que contestam de maneira franca o seu trabalho, pela falta de auto-crítica e de disposição em participar de um debate amplo e aberto a todos; pela vexatória postura de negação em face da notável decadência da nossa cidade (nos mais diversos setores do serviço e da regulação pública) supostamente desconectada do governo cuja principal figura é, ou supõe-se que seja, a senhora.
É claro que a administração municipal vigente não é a raiz de todos os problemas que afligem Natal; as práticas clientelistas, patrimonialistas e anti-democráticas vêm de longe, fincadas na nossa História. Acontece que chegamos a um ponto em que a indignação está saindo dos limites do conformismo e finalmente ganhando as ruas através de cidadãos que respondem ao chamado da denúncia de uma realidade insustentável de corrupção e mau uso dos recursos que pertencem ao povo. Essa indignação materializou-se no #ForaMicarla, um movimento horizontal, popular, suprapartidário e autogestionado.
E os motivos dessa mudança de consciência, mudança que é a força geradora do Movimento #ForaMicarla, são visíveis para todo cidadão. Basta que ela(e) queira e tenha condições de refletir criticamente sobre os problemas com os quais nos deparamos diariamente. Entre eles, podemos citar: a deprimente situação da Educação Básica na cidade; a ostensiva privatização do atendimento dos serviços de Saúde; os sucessivos aumentos na tarifa do transporte público, sem que haja sensível melhora no serviço; o total descaso com a classe artística da cidade e sucateamento das instituições de fomento à cultura; o notório superfaturamento de contratos, que vão desde o aluguel de prédios até a compra de copos descartáveis; o habitual uso da dispensa de licitação; os milhares de buracos e os constantes alagamentos nas vias públicas da cidade. Por último, e em especial (pela indiscutível má-fé que evidencia), cabe citar os injustificáveis gastos vultuosos em propaganda e publicidade institucional.
Como dissemos, nem todos esses problemas têm sua origem no atual governo municipal, Sra. Micarla. Mas certamente podemos concluir que o agravamento ou manutenção destes se deve à incompetência administrativa de sua gestão, que localmente é comparável apenas à incompetência do poder Legislativo que deveria fiscalizar as ações da prefeitura.
Viemos à Câmara Municipal exigir que esse trabalho seja efetivamente conduzido. O ponto de partida que nós estamos reivindicando é a instalação da CEI dos Contratos Municipais. Desde que, obviamente, ela seja feita de uma forma que permita investigações incisivas, como a situação da cidade demanda. A posição de relatoria ou presidência, como a senhora e os vereadores bem sabem, não tem como característica principal a atração de holofotes. Dizer isso, como a Sra. disse ontem, demonstra da sua parte uma atitude de escárnio em relação ao exercício legislativo, tão grave quanto a flagrante falta de disposição dos membros da Câmara de trabalhar em prol da lisura e do respeito aos eleitores que os conduziram ao exercício do poder.
De forma alguma questionamos a legitimidade das eleições de 2008. Tanto a Sra. quanto os atuais vereadores foram escolhidos democraticamente nas urnas. O que questionamos é a validade da permanência de indivíduos que não estão trabalhando de maneira minimamente satisfatória. Existem meios legítimos para canalizar esse sentimento e encaminhar a retirada destas pessoas do poder público, e estamos aprendendo a utilizá-los.
Temos o direito de nos expressarmos livremente e de emitir nosso juízo de valor, pois conhecemos a relevância do nosso trabalho, e porque pagamos os impostos, em parte transferidos para os cofres públicos municipais, para que cuidem bem do que pertence à população da cidade. O tom da nossa voz é modulado pelo conhecimento de causa de quem se esforça diariamente para melhorar a sociedade pela via do trabalho, mas não enxerga esse esforço ser plenamente aproveitado em decorrência das péssimas condições da cidade. O nosso valor pode ser verificado em nossa resistência aos sucessivos ataques desleais ao movimento, à nossa organização de índole pacífica (apesar das condições precárias de ocupação de um prédio que teve o fornecimento de água cortado), e à pressão que temos sofrido por parte de uma mídia que (você sabe na prática) em grande parte ainda é refém do coronelismo.
Se for preciso clarear ainda mais nossas exigências, que assim seja: queremos que o Legislativo investigue com real dedicação os contratos realizados pelo Executivo; queremos que, se comprovadas as diversas evidências de irregularidades, seja deflagrado um processo de impeachment contra a Sra. Instrumentos legais existem para que isso seja possível, e a Constituição brasileira estará (como tem estado, nessa ocupação) ao nosso lado.
Queremos que, mesmo depois de tudo isso, o poder público MUDE o caráter da sua atuação em Natal. E passe a ter, DE FATO, um apego incondicional à prática da Democracia (que vai muito além do momento eleitoral) e aos princípios da gestão pública.
Lutamos respaldados pelos sentimentos e pela consciência de uma quantidade expressiva de cidadãos natalenses. Lutamos pela superação do momento de denúncia para que seja possível a anunciação de uma Natal melhor. Trazemos, espontaneamente e ao preço de muitos sacrifícios pessoais, uma mensagem dos natalenses para a Sra.:
Nossa indignação é a maior realização da sua prefeitura.
Você não sabia.
Agora você sabe


Desconstruindo Tumblr



O que é o Tumblr?
A grosso modo, o Tumblr é o que está entre o Twitter e o Blog. Ou ainda, é um Twitter sem limite de caracteres. O mecanismo é basicamente o mesmo: após criar um perfil, você começa a seguir outros Tumblrs. A postagem é dinâmica e o seu dashboard (que lembra a timeline) é atualizada em tempo real. Além disso, o usuário pode reblogar – como no retweet – e ainda favoritar posts. O tumblr se aproxima do blog por permitir postagens de texto extensas e com mídias (imagem, áudio e vídeo).

Por que criar um Tumblr?
Há quem aposte que o Tumblr seja o blog do futuro, mas há também quem ache que é só mais uma rede social do momento. O fato é que vários portais de notícias e entretenimento estão aderindo e adaptando seus respectivos conteúdos à rede.

O quê postar?
Tudo é válido. O tumblr surgiu como um substituto do substituto (o blog) do diário. Você pode se dedicar a um tema específico, criando um perfil mais impessoal, ou ainda fazer uma miscelânea de posts sobre as suas áreas de interesse.

Pontos negativos:
Exatamente isso: tudo é “válido”. Por ser uma rede social pública e relativamente nova, o Tumblr necessita de várias reformas principalmente em relação ao filtro de conteúdo. É preciso ser cauteloso ao navegar pelo site e estar ciente de que a filtragem de conteúdo é feita pelo próprio usuário, que escolhe o que quer ver ou não. Quem cria um perfil na rede está sujeito de ver posts inapropriados, então é necessário que o usuário tenha bom senso ao criar postagens e começar a seguir outros perfis.

Indicações:

Para quem gosta de editoriais de moda, fotografia, paparazzi e etc:

Para quem se interessa por notícias em geral e atualidades:

Miscelânea:
Cabbage Rose: http://cabbagerose.tumblr.com/ Para quem é fã de arquitetura, decoração e gastronomia.

Writters and Kitties: http://writersandkitties.tumblr.com/ Este só tem fotos de escritores famosos e seus gatos.

Minimal Movie Posters: http://minimalmovieposters.tumblr.com/ Os criadores deste tumblr propõem posters alternativos para filmes consagrados, super indicado pra quem gosta de design.

Jornalismo vai com Deus: http://www.jornalismovaicomdeus.com/ E como o nome sugere, este último é atualizado apenas com gafes jornalísticas, bem engraçado.

E você? Já tem um tumblr ou conhece um super legal? Comente!

Charges, redes sociais e participação política

No próximo ano serão realizadas eleições para prefeitos de todo o Brasil. Mas, no Rio Grande do Norte, o cenário de mudanças já pode ser notado. Como exemplos, temos o movimento Fora Micarla, que até o momento teve como última ação dos manifestantes a ocupação da Câmara Municipal de Natal desde a terça-feira 7. Além desse movimento, ocorrem paralisações de funcionários de vários setores do Governo Estadual, como professores – destacando-se a educadora Amanda Gurgel - e policiais civis.
Ainda no cenário político, nós brasileiros assistimos desde a semana passada às investigações feitas pelo Ministério Público Federal sobre o crescimento patrimonial da empresa Projeto, pertencente ao petista Antônio Palloci. As investigações resultaram de denúncias de que o patrimônio de Palocci teria aumentado 20 vezes entre 2006 e 2010 (período em que foi deputado federal) e o levaram a pedir demissão do cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil também na terça-feira 7.
Diante de tantos escândalos políticos, percebemos a forte importância das redes sociais - como o Twitter e Facebook - as quais garantem que a população inconformada se manifeste e mostre sua indignação, além de serem grandes articuladoras para a divulgação de movimentos e passaetas promovidos contra o cenário político exercido por nossos governantes.

Por fim, vemos como consequência charges divulgadas por mídias sociais - jornais impressos, internet e revistas - as quais tem por finalidade satirizar e mostrar de forma crítica e cômica algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. Essas são apenas algumas que estão circulando ao longo da semana.

Ensaio de um mundo visto no passado para o futuro do nosso presente




Hoje, começamos a viver em mundo em que nossos pais, avós, bisavós viam apenas em filmes de ficção científica. Grandes revoluções ocorrem em poucos meses. Cada vez mais vemos o mundo, a sociedade mudar tão de pressa que se fecharmos os olhos por um segundo ficaremos para traz.



Mais e mais pessoas estão conectadas as redes digitais, através principalmente nesta década que estamos iniciando de aparelhos móveis, menores e mais eficazes na comunicação. Tais aparelhos se comunicam entre si com uma facilidade e muitas vezes sem sequer percebemos. Um bom exemplo disso são os aparelhos da Apple, ligue o Bluetooth e pronto, temos tudo o que precisamos no quesito internet.





A comunicação recebeu grandes adventos do mundo tecnológico em que vivemos que futuramente, provavelmente algo em torno de uns 10 anos ou menos, teremos total interação com conteúdos diversos com qualquer dispositivo que tenha acesso a rede. Basta apenas ter um cabo com sinal de rede que hoje podemos ter acesso a internet até em televisões. Muitas vezes nem cabos são necessários caso o dispositivo tenha tecnologia wireless. Vendo por essa perspectiva qualquer pessoa pode ser formadora de opinião. Vemos aos montes telejornais utilizando vídeos caseiros, basta captar o momento certo e na hora certa. Contudo, com todo o avanço tecnológico de informação, em paralelo diminuí a interação social entre pessoas. Certo que muitas coisas são definidas através de redes sociais, vide manifestos e passeatas, mas a tendência do homem é cada vez mais fazer menos. Porque iremos ao cinema pagar caro por uma sessão de 3D se tornará possível assistirmos em alta definição em casa? Em alguns anos, digo alguns anos pois a cada dia a tecnologia vem se desenvolvendo rapidamente, não precisaremos nem sair de casa, ou não poderemos, com avanço tecnológico acarreta também na poluição, destruição do meio ambiente.




O mundo digital acaba seduzindo você com suas facilidades e utilidades(as vezes futilidades). É tudo muito fácil e rápido, bastam algumas horas em frente ao computador que poderemos ter tudo o que com livros ou até mesmo em salas de aula não tivemos. Deveríamos encara a internet com um adendo, pois não substitui a condição humana de se relacionar socialmente, pessoa/pessoa, ao invés de pessoa/máquinas/pessoas.