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terça-feira, 21 de junho de 2011

O #ForaMicarla chega a Alemanha nazista!

De uma maneira inesperada, Hitler recebe notícias de Natal, RN. Seus negócios no Brasil começam a ruir e o risco de ser descoberto torna-se cada vez maior!




Na verdade, o vídeo trata-se de uma paródia de uma cena presente em "A Queda: As Últimas Horas de Hitler", filme alemão de 2004 que mostra os últimos dez dias da vida de Adolf Hitler em 1945. Trazendo a figura do ditador para a realidade da cidade do Natal em 2011, o vídeo mostra a reação do próprio, ao descobrir uma possível traição de sua aliada em terras potiguares. Óbvio que tudo não passa de uma brincadeira inspirada no movimento #ForaMicarla, que vem ganhando repercussão nacional graças as manifestações de origem estudantil que exigem a renúncia da prefeita Micarla de Sousa. Confesso que há tempos não ria tanto de um vídeo nesse estilo. O vídeo já está em quase 1000 visualizações e o criador promete continuações!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Borboleta Mimica

Manifestantes do #foramicarla publicam carta aberta à prefeita

Há 1 semana, pessoas estão acampados na Câmara Municipal de Natal (CMN), o objetivo é mostrar a indignação com a gestão da atual prefeita, Micarla de Souza. #ForaMicarla é o nome do protesto que começou no twitter (mais informação nesse outro post desse blog). Depois, as manifestações sairam das redes sociais e vários protestos foram feitos em diversos cantos da cidade. 

Nessa semana, a prefeita Micarla convocou uma coletiva de imprensa e chamou os manifestantes de "golpistas". Em resposta a essa afirmação, os organizadores do #ForaMicarla escreveram uma carta aberta e estão colocando em diversos blogs, leiam a carta:


À Sra. Prefeita Micarla de Sousa
Nós, do Movimento #ForaMicarla, saudamos a iniciativa de realização de uma coletiva de imprensa. Porém, não reconhecemos a coletiva ocorrida ontem pela manhã como um sinal de abertura ao diálogo. Pois um diálogo público pressupõe o debate de idéias e a construção de pautas para amadurecermos enquanto sociedade. Pressupõe ainda, uma firme postura de humildade e reconhecimento do outro.
O que testemunhamos foi a persistência de um discurso marcado pela desqualificação dos que contestam de maneira franca o seu trabalho, pela falta de auto-crítica e de disposição em participar de um debate amplo e aberto a todos; pela vexatória postura de negação em face da notável decadência da nossa cidade (nos mais diversos setores do serviço e da regulação pública) supostamente desconectada do governo cuja principal figura é, ou supõe-se que seja, a senhora.
É claro que a administração municipal vigente não é a raiz de todos os problemas que afligem Natal; as práticas clientelistas, patrimonialistas e anti-democráticas vêm de longe, fincadas na nossa História. Acontece que chegamos a um ponto em que a indignação está saindo dos limites do conformismo e finalmente ganhando as ruas através de cidadãos que respondem ao chamado da denúncia de uma realidade insustentável de corrupção e mau uso dos recursos que pertencem ao povo. Essa indignação materializou-se no #ForaMicarla, um movimento horizontal, popular, suprapartidário e autogestionado.
E os motivos dessa mudança de consciência, mudança que é a força geradora do Movimento #ForaMicarla, são visíveis para todo cidadão. Basta que ela(e) queira e tenha condições de refletir criticamente sobre os problemas com os quais nos deparamos diariamente. Entre eles, podemos citar: a deprimente situação da Educação Básica na cidade; a ostensiva privatização do atendimento dos serviços de Saúde; os sucessivos aumentos na tarifa do transporte público, sem que haja sensível melhora no serviço; o total descaso com a classe artística da cidade e sucateamento das instituições de fomento à cultura; o notório superfaturamento de contratos, que vão desde o aluguel de prédios até a compra de copos descartáveis; o habitual uso da dispensa de licitação; os milhares de buracos e os constantes alagamentos nas vias públicas da cidade. Por último, e em especial (pela indiscutível má-fé que evidencia), cabe citar os injustificáveis gastos vultuosos em propaganda e publicidade institucional.
Como dissemos, nem todos esses problemas têm sua origem no atual governo municipal, Sra. Micarla. Mas certamente podemos concluir que o agravamento ou manutenção destes se deve à incompetência administrativa de sua gestão, que localmente é comparável apenas à incompetência do poder Legislativo que deveria fiscalizar as ações da prefeitura.
Viemos à Câmara Municipal exigir que esse trabalho seja efetivamente conduzido. O ponto de partida que nós estamos reivindicando é a instalação da CEI dos Contratos Municipais. Desde que, obviamente, ela seja feita de uma forma que permita investigações incisivas, como a situação da cidade demanda. A posição de relatoria ou presidência, como a senhora e os vereadores bem sabem, não tem como característica principal a atração de holofotes. Dizer isso, como a Sra. disse ontem, demonstra da sua parte uma atitude de escárnio em relação ao exercício legislativo, tão grave quanto a flagrante falta de disposição dos membros da Câmara de trabalhar em prol da lisura e do respeito aos eleitores que os conduziram ao exercício do poder.
De forma alguma questionamos a legitimidade das eleições de 2008. Tanto a Sra. quanto os atuais vereadores foram escolhidos democraticamente nas urnas. O que questionamos é a validade da permanência de indivíduos que não estão trabalhando de maneira minimamente satisfatória. Existem meios legítimos para canalizar esse sentimento e encaminhar a retirada destas pessoas do poder público, e estamos aprendendo a utilizá-los.
Temos o direito de nos expressarmos livremente e de emitir nosso juízo de valor, pois conhecemos a relevância do nosso trabalho, e porque pagamos os impostos, em parte transferidos para os cofres públicos municipais, para que cuidem bem do que pertence à população da cidade. O tom da nossa voz é modulado pelo conhecimento de causa de quem se esforça diariamente para melhorar a sociedade pela via do trabalho, mas não enxerga esse esforço ser plenamente aproveitado em decorrência das péssimas condições da cidade. O nosso valor pode ser verificado em nossa resistência aos sucessivos ataques desleais ao movimento, à nossa organização de índole pacífica (apesar das condições precárias de ocupação de um prédio que teve o fornecimento de água cortado), e à pressão que temos sofrido por parte de uma mídia que (você sabe na prática) em grande parte ainda é refém do coronelismo.
Se for preciso clarear ainda mais nossas exigências, que assim seja: queremos que o Legislativo investigue com real dedicação os contratos realizados pelo Executivo; queremos que, se comprovadas as diversas evidências de irregularidades, seja deflagrado um processo de impeachment contra a Sra. Instrumentos legais existem para que isso seja possível, e a Constituição brasileira estará (como tem estado, nessa ocupação) ao nosso lado.
Queremos que, mesmo depois de tudo isso, o poder público MUDE o caráter da sua atuação em Natal. E passe a ter, DE FATO, um apego incondicional à prática da Democracia (que vai muito além do momento eleitoral) e aos princípios da gestão pública.
Lutamos respaldados pelos sentimentos e pela consciência de uma quantidade expressiva de cidadãos natalenses. Lutamos pela superação do momento de denúncia para que seja possível a anunciação de uma Natal melhor. Trazemos, espontaneamente e ao preço de muitos sacrifícios pessoais, uma mensagem dos natalenses para a Sra.:
Nossa indignação é a maior realização da sua prefeitura.
Você não sabia.
Agora você sabe


terça-feira, 14 de junho de 2011

Cidadania das redes sociais


O movimento Fora Micarla ganhou força a partir das redes sociais como Facebook e Twitter. As duas passeatas que consolidaram o início do movimento foram marcadas como eventos do Facebook e divulgadas por toda a rede social para que o maior número possível de cidadãos fizesse parte, sem deixar de lado a divulgação pelo microblog.

Depois de duas passeatas e sem obter sucesso nas suas ações, os manifestantes que pedem o impeachment da prefeita optaram por ocupar a Câmara Municipal de Natal até que se instalasse uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para avaliar os contratos feitos durante a gestão atual. Depois de se formar a comissão para avaliar a gestão de Micarla de Sousa, a CEI acabou devido à falta de quórum da oposição, isto porque a vereadora Sargento Regina, responsável pela abertura da CEI, decidiu não participar mais da comissão quando soube que a presidência e a relatoria estariam nas mãos de aliados da Prefeitura.
Nesta terça, 14, a Prefeita realizou uma entrevista coletiva para justificar os atos da sua gestão e defender seu governo além de seus secretários, declarando que todos tiveram orientação de entregar relatórios com todos os contratos feitos durante este governo. Quando questionada sobre os manifestantes que pedem a saída da Prefeita, Micarla os definiu como componentes da oposição política ao seu partido e à sua pessoa. Afirmou ainda que os argumentos apresentados pelos manifestantes são inconsistentes e não possuem base argumentativa.

Tanto na coletiva concedida pela Prefeita quanto nas passeatas do protesto e na ocupação da CMN, fez-se uso do aplicativo do Twitter, Twitcam, para que o momento chegasse até mesmo aos que não estavam presentes. Além do twitcam, o próprio microblog conta com diversos perfis -pessoais e fakes - que relatam os movimentos e suas ações, assim como o andamento do protesto.