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domingo, 14 de agosto de 2011

Interface Humana


A Multitouch Barcelona criou um projeto de vídeo onde adaptaram uma interface humana real. Como seria se nós fôssemos um sistema eletrônico com capacidades e funções restritas? Assista agora o vídeo:


Por Gabriela Serejo

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Propagandas Vintages: Redes Sociais e Consoles




Como seriam as propagandas das redes sociais (Twitter, Facebook, Skype...) e dos videogames modernos (Wii, Xbox, Ps3...) se eles fossem lançados 50 anos atrás? Pensando nisso, criaram propagandas de tais elementos do séc. XXI no estilo retrô:










Por Gabriela Serejo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Comentários sobre o GetGlue

Misture o Filmow, Twitter, Facebook e Foursquare em uma única rede social, logo terá o GetGlue. Nele, você vai mostrar livros, programas de televisão, seriados, filmes, música e jogos que gosta ou odeia (através da ferramenta 'Like' e 'Dislike'). Também, pode fazer um elogio ou uma crítica em poucos caracteres (igual ao twitter) sobre diversos assuntos.

Uma característica em comum do GetGlue e Twitter são os followers. Você pode seguir uma pessoa que tem interesses em comum. Em comparação as outras redes sociais que uso/usei, o GetGlue é uma das mais fácies de se aprender, por causa de sua interface limpa.

Como funciona? Ele tem três ferramentas: o Check-in, Likes e Stickers. Primeiro vamos falar do Likes que pelo nome já diz, é a lista das coisas que você gosta e essa ficará visível para os outros usuários. Aqui embaixo está um print da minha página do Likes. 




E para poder colocar mais coisa nessa ferramenta, clique em Suggestion (veja a foto seguinte):


Na parte do Suggestion terá uma lista (dividida em lançamento, sugestão e popular) de filmes, seriados, programas de TV, jogos e entre outros. Então, só clicar na parte Like do que deseja e pronto!


Agora vamos falar do Check-in que é a parte "Twitter" do GetGlue. Nele, você falará o que está escutando, lendo, jogando e entre outras coisas. É nessa ferramenta que o usuário pode fazer uma pequena crítica ou elogio. Além disso, na sua timeline verá o Check-in de outras pessoas e também das pessoas que segue. 


E por último, os Stickers. A cada 50 posts no Check-in, você ganhará um adesivo (não é fácil?).  O GetGlue também tem aplicativos que você pode compartilhar as informações da rede pelo Twitter e Facebook. Além disso, a rede social, assim como todas as outras, possui barra de procurar com intuito de buscar amigos, coisas que gostamos e entre outras. Acessem http://getglue.com

Postado também no blog Maluca Vida Urbana

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Google+: A nova rede social do Google


Para concorrer com o Facebook, o Google divulgou seu mais novo projeto que ainda está em fase de desenvolvimento e sem data prevista para o lançamento. O objetivo da mais nova rede social é compartilhar todos os recursos do Google em uma só rede.
A ideia da rede, é que todos os usuários utilizem suas conexões com as pessoas de seu convívio o mais parecido com a vida real. Para maior praticidade, a rede social é dividida em círculos de amizades para que entre os círculos compartilhem conteúdos es
pecíficos de cada grupo.
No projeto, ainda há diversas funções: Sparks, Hangouts, Instant Upload e Huddle. A função Sparks mostra vídeos e artigos de acordo com o gosto do usuário, definido por uma barra similar à do Google em que ele mostra seus interesses, e, além disso, poderá compartilhar com o grupo desejado. Na função Hangouts permite que o usuário converse com outro por meio de vídeo ao abrir a sala de chat. "Até aperfeiçoarmos o teletransporte não há nada melhor." , diz o Google. Com a função Instant Upload podemos botar as fotos do celular diretamente para o site e ainda, com a função Huddle, é possível mandar uma mensagem de texto para um grupo já destinado, sem perder tempo procurando pessoa em pessoa no celular.
Assim, mesmo com a chegada dessa nova rede, o Google continuará com o Orkut e a produzir novos recursos para os usuários antigos desta rede. A ideia é aglutinar suas funções em um só site e aumentar sua concorrência com o Facebook, que vem crescendo cada vez mais após o filme "A Rede Social" e o livro "Bilionários por Acaso: A criação do Facebook".
Para maiores informações, acessem o link do Google+.

Por Gabriela Serejo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Do aprisionamento à libertação: as mudanças culturais na educação através das redes de informação



As informações divulgadas na rede libertam ou limitam o nosso conhecimento? Depende, pois é preciso enxergar a internet como uma rede de possibilidades e opiniões a qual nem todos têm acesso, visto que, inserido num cenário globalizado, o aluno necessita não só dos equipamentos, mas também de um mínimo de conhecimento acerca da linguagem utilizada em rede.
É fato que a educação hoje, não está mais tão vinculada ao Estado, uma vez que a escola já não é um mero espaço para servir aos interesses do governo, que eram de nos formar civil e moralmente. O professor deixou de ser o único detentor da informação. Sua função hoje se encaixa muito mais em provocar e formar um aluno crítico do que enxergá-lo como um simples depósito de conhecimento.
A procura de livros em bibliotecas também não é mais o principal meio de se buscar informação. A dinamicidade que a internet oferece torna o conhecimento acessível, abundante e fácil de ser assimilado, pois em apenas um clique, podemos encontrar conteúdos diversos e resumidos sobre todos os assuntos imagináveis. Num mundo em que a necessidade instantânea de informação é cada vez mais necessária, encontramos resenhas, artigos e resumos de livros que muitas vezes não temos tempo para ler.
Dessa forma, faz-se necessária não só uma reflexão, mas uma atitude coerente e um posicionamento a ser tomado perante o uso, a transmissão e a modificação das informações contidas em rede, de forma a buscarmos e melhorarmos cada vez mais os conteúdos educacionais dessa ferramenta tão importante que é a internet.

Texto produzido para a disciplina Cultura e Realidade Brasileira, ministrada pela Profª Dra. Maria das Graças Pinto, com base no ensaio de João Brant - O lugar da educação no confronto entre colaboração e competição -, contido no livro "Além das redes de colaboração", organizado por Nelson De Luca Pretto e Sérgio Amadeu da Silveira.

Por: Francisco José Rocha, Nathalia Aparecida Aires, Saulo André do Nascimento e Thaisa Mendonça.







sexta-feira, 24 de junho de 2011

Internetic

Ótima paródia da música 'Technologic' de Daft Punk sobre as mídias da Internet:



Vídeo da música original:



Por Gabriela Serejo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Facebook tem seu Primeiro Vírus Brasileiro


Pela primeira vez, um vírus brasileiro é alertado no Facebook e Twitter. Sua abordagem, como é de costume, cria a curiosidade nos internautas e se exibe de tal forma: "kkkk comedia demais, vc viu o video do bebado" seguindo do link com o vírus.
As consequências pelo simples clique é um download de um ladrão de senhas bancárias e as senhas do usuário em vários sites (dentre eles o eBuddy), e como a maioria dos vírus, passa a divulgar para os contatos da vítima infectada.
O Facebook já foi informado do vírus e já bloqueia o link. Mesmo quem divulga o vírus é alertado e têm o conteúdo bloqueado. O vírus no Facebook se espalhava por meio do próprio chat de conversa, criando uma maior confiança no usuário, ao ver que o link está sendo supostamente enviado por algum amigo.
Como sendo a primeira ocorrência de vírus no site, o Facebook deve ter mais atenção e criar um sistema capaz de bloquear tais vírus, pois provavelmente não será a última vez que isso ocorrerá, principalmente com a grande popularização da rede.
A questão é que a maioria das pessoas não tem cautela quando vão abrir algum link, pois já acham confiáveis por supor que pessoas as quais têm relações amigáveis estão mandando ou por muita curiosidade em conjunto com a falta de atenção.

Por Gabriela Serejo

A educação na era da cultura digital


No momento em que vivemos a cultura digital vem tomando cada vez mais espaço na sociedade globalizada. O desenvolvimento tecnológico acelerado só intensificou o processo. Se a Globalização iniciada ainda no período das grandes viagens marítimas europeias do século XV já fez com que mundos distintos se encontrassem, hoje é mais fácil verificar esses encontros inusitados. Não é nada incomum, por exemplo, encontrar uma criança indiana que conversa diariamente com um jovem dos Estados Unidos por meio de serviços de mensagens instantâneas, por exemplo. Isso, no entanto, levou a novos desafios, que a educação básica, tal como a que conhecemos hoje, não é capaz de resolver essa questão, justamente por isso, continua a ser trabalhada com avidez pelos teóricos da educação e, também, da comunicação.

De acordo com Castells, vivemos no período da chamada “sociedade em rede”, na qual a onipresença dos aparatos tecnológicos de informação e comunicação encurtou ainda mais as distâncias entre os pequenos mundos da nossa aldeia global e as disparidades entre os mais diferentes grupos culturais, classes sociais ou profissionais, por exemplo.

Um dos grandes problemas, no entanto, é a falta de acesso. Enquanto em determinados países, como a Islândia, já se usa uma rede social como o Facebook para se reescrever a Constituição, no Brasil, o acesso de metade dos utilizadores da Internet se dá apenas temporariamente por meio das lan houses, que estão bastante concentradas nos centros urbanos. Já em outros países como a Zâmbia, a situação é ainda mais precária, já que apenas uma pequena parcela da sociedade consegue ter acesso à tão famosa rede mundial de computadores.

Sendo assim, um dos principais objetivos para levar à consolidação da justiça social e do amplo acesso à Internet, é lutar por políticas sociais de inclusão que levem os menos favorecidos a terem mais chances de acesso, do mesmo modo, que aqueles que possuem renda mais elevada, tal como o governo Lula fez a partir de 2003, lutando pela implantação das chamadas “lan houses comunitárias”, que nada cobram de seus frequentadores além de um rápido cadastro no sistema geral.

Ainda no contexto da sociedade em rede que vivemos a produção de conteúdos pelos mais diversos pontos de vista passam a ser cada vez mais valorizada. A facilidade de produção também contribui bastante para isso, uma vez que o desenvolvimento dos computadores pessoais pela IBM na década de 1980, e a sua popularização crescente, a partir daí, realmente tornaram qualquer ser humano com uma dessas máquinas capaz de produzir conhecimento e, posteriormente, divulgá-lo através da Internet, que passou a ser comercial a partir dos anos 1990, depois de mais de uma década restrita aos círculos militares e acadêmicos de alguns poucos países desenvolvidos.

Outro ponto a ser considerado é o uso do computador na educação. Atualmente, no Brasil, ainda restrito a poucas escolas com a infraestrutura adequada à implantação dos laboratórios de informática. Sua expansão geraria um maior interesse pelo uso da ferramenta e de seus aplicativos, e ainda garantiria um melhor aprendizado, sendo este conectado às inovações tecnológicas.

Para isso, é necessário investir na qualificação dos professores e monitores das escolas públicas que abrigarão os laboratórios. Caso contrário, as máquinas apenas servirão como entulho tecnológico, sem servir aos seus devidos fins, da mesma forma que aconteceu com a implantação, por exemplo, do já obsoleto telégrafo. Apenas os qualificados conseguiam usá-lo, enquanto os demais apenas podiam enviar mensagens com a ajuda do telegrafista. Com o computador não é tão diferente, a diferença é que, agora, ele deve estar disponível para TODOS, e TODOS devem aprender a utilizá-lo da melhor maneira possível.

Baseado no texto “Cultura Digital e Educação: redes já!” de Nelson de Luca Pretto e Alessandra Assis, disponível no livro Cultura Digital.

Por Antônio, Rafaela, Edynardo, Laura, Alexandre, Joabson Bruno e Giovana.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O que acontece na Internet em 60 segundos



Fonte: Olhar Digital

por Antônio Netto

O uso (ir)responsável do IRC

O IRC (abreviação de Internet Relay Chat) foi uma das primeiras ferramentas de integração social massiva na internet. Criada em 1988, pelo programador finlandês Jarkko Oikarinen, esteve, de início, restrita ao ambiente universitário escandinavo, mas ganhou rápida expansão pelo mundo inteiro. Já em 1991, três anos depois de sua criação, a ferramenta era usada para noticiar em tempo real os acontecimentos da Guerra do Golfo, no Oriente Médio, por universitários da região. O grande público tomou nota a partir de 1993, quando a Internet começou a se abrir para um público cada vez maior, e o auge veio na segunda metade da década de 1990 no mundo, e no início do século XXI no Brasil.

Ao mesmo tempo em que abriu espaço para atividades de fins bastante produtivos, como a divulgação de notícias de uma maneira muito mais rápida para um número muito maior de pessoas, o IRC também passou a receber a atenção de usuários conhecidos como trolls. Esses usuários, infiltrados entre outros, se dedicavam a "destruir o sistema" da rede de bate-papo, e, em grande número, não podiam mais ser ignorados. Com eles, surgiram vários problemas como a sobrecarga constante de servidores e discussões ou acusações (carregadas muitas vezes de tom preconceituoso) sem fundamento que ganhavam grande atenção em um curto espaço de tempo, tendo em vista o potencial do programa.

No Brasil, um dos casos mais conhecidos desse tipo de abuso se deu em 7 de outubro de 1998 quando, na primeira semana do programa Malhação.com, apresentado ao vivo na Rede Globo por André Marques (o intérprete do personagem Mocotó), o usuário do IRC noFHC acusou o dono da emissora, Roberto Marinho, de ser traficante de drogas. Como o programa era exibido ao vivo, a equipe de produção não teve tempo de editar as imagens e o apresentador nada pôde fazer além de pedir para os utilizadores do serviço que "segurassem a onda".




A partir daí, surgiram cada vez mais discussões sobre o uso responsável da internet no Brasil, gerando inclusive campanhas nacionais sobre o tema. O programa Malhação.com, por sua vez, em suas edições seguintes, jamais voltou a exibir o seu canal no IRC ao vivo para todo o Brasil. Depois de uma única temporada, o programa foi retirado do ar e seu formato completamente alterado.

por Antônio Netto

terça-feira, 21 de junho de 2011

Islândia usa Facebook para reescrever sua Constituição



Em tempos de sociedade de rede, a cultura digital ganha cada vez mais força. Exemplo disso é o fato de o governo islandês ter criado uma página no Facebook, para que os habitantes do pequeno país possam acompanhar o andamento da atualização da Constituição de seu país e sugerir novas cláusulas para o principal documento da nação.

A Carta islandesa é a mesma há quase 70 anos, já que foi adotada em 1944, quando o país conquistou sua independência da Dinamarca. É, basicamente, uma transcrição dessa última, com apenas algumas pequenas alterações.

Para participar, os islandeses precisam informar nome e endereço, e a sugestão passa por um moderador antes de ser publicada. O governo criou ainda um perfil no Twitter, uma página no YouTube e um conta no Flickr para estimular a população a participar da elaboração da nova Constituição.

A discussão deve prosseguir até o fim do mês, quando o projeto será encerrado. Depois de pronta, a nova Constituição ainda será submetida ao Parlamento islandês por duas vezes para garantir a sua ratificação.

por Antônio Netto

O #ForaMicarla chega a Alemanha nazista!

De uma maneira inesperada, Hitler recebe notícias de Natal, RN. Seus negócios no Brasil começam a ruir e o risco de ser descoberto torna-se cada vez maior!




Na verdade, o vídeo trata-se de uma paródia de uma cena presente em "A Queda: As Últimas Horas de Hitler", filme alemão de 2004 que mostra os últimos dez dias da vida de Adolf Hitler em 1945. Trazendo a figura do ditador para a realidade da cidade do Natal em 2011, o vídeo mostra a reação do próprio, ao descobrir uma possível traição de sua aliada em terras potiguares. Óbvio que tudo não passa de uma brincadeira inspirada no movimento #ForaMicarla, que vem ganhando repercussão nacional graças as manifestações de origem estudantil que exigem a renúncia da prefeita Micarla de Sousa. Confesso que há tempos não ria tanto de um vídeo nesse estilo. O vídeo já está em quase 1000 visualizações e o criador promete continuações!

Nos bastidores da Wikipédia







Segundo o senso comum, a Wikipédia é um projeto colaborativo, cujo objetivo é a construção de uma fonte de conhecimento tão confiável e ampla quanto as enciclopédias convencionais. Mas será que, realmente, todos os esforços dos seus colaboradores voluntários são voltados a este objetivo um tanto quanto utópico? Ou será que, em meio aos verbetes e às milhares de páginas anexas ou de discussões, por exemplo, não surgem acontecimentos que podem desviar a atenção dos editores do conteúdo enciclopédico?
Para elucidar a dúvida apresentada acima, é preciso recorrer aos próprios colaboradores do projeto da Wikimedia, os chamados “wikipedistas” ou “wikipedianos”. Quem são eles? Por que se interessaram pelo projeto? Como vislumbram o futuro das diferentes edições da enciclopédia virtual? Para responder essas perguntas, bem como algumas outras, vários editores foram procurados, e alguns se dispuseram a respondê-las. Existem praticamente dois grupos de editores, os otimistas e os pessimistas, que, como já se deve imaginar, veem um caminho de sucesso e outro fracasso para as metas do projeto, respectivamente.

O lado pessimista...


Registrado em 2008, ChristianH foi participante da Wikipédia por três anos, colaborando não apenas como editor, mas também como administrador e burocrata do projeto. Recentemente, em abril de 2011, deixou a wiki de lado, e explicou seus motivos logo abaixo.

Pergunta: O que você mais gostava de fazer na Wikipédia?

Resposta: Dar opinião em idéias idealizadoras, editar assuntos do meu interesse e reverter vândalos.

P: Quais eram as suas principais áreas de interesse na wiki?

R: Wrestling, rap e hip hop.

P: Que motivos lhe levaram a abandonar o projeto?

R: O usuário JSSX, brigas internas em geral, falta de vontade, desânimo e vontade de aproveitar a vida.

P: O que você faz na internet, agora que deixou a Wikipédia?

R: Tenho trabalhado especialmente no blog Extreme Live Wrestling.

P: O que mais gostava de fazer como administrador?

R: Bloquear vândalos.

P: E como burocrata?

R: Renomear contas e dar bots.

P: Levando para um outro lado, gostaria perguntá-lo quais são os motivos que você vê como fatores preponderantes para a decadência da wiki?

R: Além do Fred?

P: Sim.

R: O afastamento de muitos usuários com os quais eu sabia que estávamos indo a algum lugar.


Outro usuário não tão otimista em relação ao destino da Wikipédia lusófona é conhecido na comunidade como Teles. Começou a editar páginas dos projeto ainda em abril de 2007 e, até hoje, continua ativo, ainda que não tanto quanto em outros períodos. Mais recentemente, passou a se dedicar mais a outras atividades, mas sem largar as outras comunidades da Wikimedia Foundation (que gerencia não só a Wikipédia, mas também o Wikilivros e a Wikiversidade, por exemplo).

Pergunta: O que você mais gosta de fazer na Wikipédia?

Resposta: Bloquear vândalos e apagar as bobagens que eles fazem.

P: Como anda o ambiente de trabalho por lá?

R: Da mesma forma que estava há algum tempo... sempre existem usuários problemáticos.

P: E que medidas estão sendo tomadas para combatê-los?

R: Não sei... de vez em quando um é bloqueado, mas isso, às vezes, demora muito a acontecer.

P: Como anda o corpo administrativo do projeto?

R: Os administradores tentam seguir em frente, mas quase não há renovação. Recentemente, o administrador Roberto de Lyra precisou se ausentar, por motivos pessoais, mas outros já fizeram o mesmo, tanto antes quanto depois, e ninguém conseguiu contê-los.

P: O que você acha que leva os usuários a se desinteressarem pelo projeto?

R: Não há evolução! Fazemos hoje o que se fazia há um ano, e não há qualquer evolução. Não importa o quanto nos esforcemos, o combate ao vandalismo continua fraco, as discussões não caminham para lugar nenhum e os mesmos usuários disruptivos continuam por lá.

P: E como essa situação poderá ser, eventualmente, resolvida?

R: Não sei, mas acho que precisamos de gente nova na wiki. São sempre os mesmos usuários. Seria preciso atrair novos colaboradores para a administração e fazer com que estes sejam mais rigorosos com o cumprimento das normas de conduta, ainda que eu ache que isso tenha melhorado de uns tempos pra cá: os usuários estão se xingando menos.

P: E o que a comunidade pensa a respeito dos índices cada vez piores da Wikipédia lusófona, quando comparada às outras edições?

R: Não sei. Não acompanho essas discussões tão de perto quanto antigamente. Só continuo com as tarefas administrativas, e venho me voltando cada vez mais para outros projetos, nos quais o trabalho é mais valorizado e praticamente não existem panelas, nem ninguém pra atrapalhar.

P: E como vão as panelas da wiki?

R: Acho que estão enfraquecidas. Há um tempo que não vejo muita confusão. Alguns usuários problemáticos, como Fredxavier, praticamente não editam mais, o que já ajuda bastante.

P: E como vai a interação com os outros projetos da Wikimedia?

R: Não muito boa, já que a wiki-pt não é muito bem vista. Aliás, é tida como wiki problemática. Alguns usuários de fora, inclusive, acham que ela deve ser fechada e chegam a evitar realizar qualquer ação na wiki-pt para evitar perturbação.

P: Sendo assim, como você vê o futuro da wiki-pt?

R: Não sei... só me vejo fora dela.

__________

... e o lado otimista.


Conhecido como um usuário um tanto problemático por uns, e revolucionário e inovador por outros, Leandro Rocha, também conhecido como Quintinense, foi praticamente expulso do projeto, por seu uso abusivo de contas múltiplas. Começou a editar em 2007, e parou em 2009, quando foi bloqueado por período indeterminado. Mesmo assim não desistiu de colaborar e é, segundo suas próprias palavras, um dos "entusiastas" do projeto.

Pergunta: Quais são seus principais interesses na Wikipédia?

Resposta: Carnaval, esportes, geografia urbana, especialmente bairros do meu estado, e principalmente salvar os artigos mal-escritos que outros colocam pra eliminação.

P: Qual é a sua opinião sobre a política de eliminação de artigos da pt.wiki no momento?

R: Horrorosa, muito ruim mesmo, mas já foi muito pior. Comparada com o que era em 2007, evoluiu muito.

P: Como era em 2007?

R: Só pra quem não conhece, faço um resumo de como é hoje: existem 4 métodos de eliminação: ER (eliminação rápida), ESR (semirrápida), por Violação de direito autoral (VDA) e por votação (PE). A questão do VDA é um caso a parte, não vejo muito problema.
No caso da ER, o usuário marcava "ER" na página e um administrador ou eliminador apaga se concordar. Na ESR, alguém marca, e fica 4 dias pra alguém melhorar, ou discordar, fundamentado nas regras do projeto, e se isso não acontecer, o artigo é apagado. E por fim, na votação, como o próprio nome diz, ele é posto em votação. Por que o sistema é ruim? Eu explico... Primeiro por causa em parte de muitos usuários que parecem verdadeiros robôs. Se lerem um artigo mínimo, com o conteúdo "Luis Inácio Lula da Silva é um político brasileiro", é capaz de proporem a eliminação por estar sem fontes. Eles não sabem procurar fontes no Google, o que é tão simples; é como ver uma casa cheia de papel velho, e sair varrendo e jogando tudo no lixo, sem parar pra separar lixo de documentos. O método de ESR é o melhor dos três, porque dá tempo a quem discordar de consertar o artigo. O método de ER é bom se for usado somente em casos extremos, de lixo mesmo, e, de fato, é o que diz a regra, mas muitas pessoas pra querer eliminar o material rápido abusam dessa regra e marcam ER onde não poderia. O método por votação é ruim porque assim que os artigos são colocados em votação, o período de votação já é aberto, então, o criador do artigo, ou interessados em melhorá-lo, precisam trabalhar com a faca no pescoço pra melhorá-los, enquanto, ao mesmo tempo que precisam melhorar o artigo, precisam convencer as pessoas a mudar o voto, e muita gente não muda, por mais que o artigo seja melhorado. Em 2007 era pior porque não existia o método de ESR, então os artigos iam todos para ER, ou pra PE. Também era ruim porque não existiam critérios de notoriedade, então usuários propunham artigos para eliminação baseados unicamente no que eles achavam que era notório. Era comum ver situações absurdas, como uma determinada usuária que votava para apagar um time de futebol de terceira divisão paulista, mas votava para manter um time de futebol de terceira divisão gaúcho.

P: Qual é a sua opinião sobre o atual corpo de administradores da wiki.pt?

R: Também melhorou muito desde 2007, mas ainda é bem fraco. O grande problema é que muitos se omitem em conflitos graves. Quando alguém pede o bloqueio de um IP ou usuário novato que está causando problemas, os administradores rapidamente bloqueiam, mas quando é um usuário antigo, às vezes amigo, o corpo administrativo por vezes se omite, um fica esperando o outro agir, e o pedido fica mofando. Não tem um que aparece nem pra dizer "negado por isso e isso" ou "feito por isso e aquilo". É como se tivessem medo de errar e serem desnomeados pela comunidade depois.

P: E sobre a interrelação entre os mais diferentes projetos da Wikimedia?

R: Sinceramente, conheço pouco sobre isso. Utilizo basicamente Wikipedia lusófona e Commons somente.

P: E como você vê a existência de panelas no projeto?

R: Tem que se separar duas coisas. Eu entendo "panela" como uma coisa assim: "eu sou amigo de A e não gosto de B. Tudo que A falar, eu apoio, e tudo que ele pedir pra votar, eu voto. Enquanto tudo que B apoiar, eu serei contra". Isso é uma atitude muito infantil, mas não existe política que possa proibir isso, é só a comunidade como um todo começar a identificar esse comportamento nos debates e reagir. Agora, outra coisa completamente diferente são grupos de usuários que tem as mesmas ideias sobre o projeto e formam grupos off-wiki, seja em wikiencontros, seja em MSN, e passam a debater em off o projeto, tiram conclusões sobre ele, e apresentam juntos essa conclusão a comunidade, seja em debates, seja em votações. O nome disso é política e, embora muitos tentem negar, a Wikipedia é uma comunidade política, no melhor sentido do termo. As "panelinhas" seriam a deturpação da política, a politicagem... é como no Congresso Nacional, uma coisa são deputados que se unem por exemplo pra debater e defender um certo tema que defendem; outra são congressistas que votam a favor de propostas que contrariam seus mais profundos princípios, apenas porque quem apresentou a ideia foi alguém do partido. Ou pior, defendem alguém que quebrou o decoro, pelo mesmo motivo.

P: O que você acha de usuários carreiristas?

R: Se o cara quer simplesmente contribuir no cargo, ou se ele é vaidoso, isso não importa, desde que faça bem o seu trabalho. O grande problema está naqueles que pegam o cargo e não cumprem aquilo a que se propuseram. E pior, aqueles que pegam o cargo e ficam com medo de desagradar A ou B pra não perderem o cargo, e, por isso, violam as políticas da própria Wikipedia, isso sim é problemático.

P: O que tem a dizer sobre a qualidade do conteúdo dos artigos?

R: Não tenho nada a reclamar não, pelo contrário, acho até bom no geral, se você levar em conta que a Wikipedia é uma enciclopédia em crescente melhoria. Óbvio que existem artigos em diferentes níveis de qualidade, mas os processos que ela tem atualmente pra classificar isso e melhorar os artigos a partir daí já são suficientes. O usuário só tem é que aprender a ler a Wikipedia com senso crítico, como inclusive deveria fazer com todas as enciclopédias.

P: Você já pensou em se afastar do projeto?

R: Não, isso nem passa pela minha cabeça, tenho muito o que contribuir ainda. Mesmo estando bloqueado na Wikipedia em português, isso não passa pela minha cabeça. Sempre vigio o que acontece, e dou um jeito de editar de vez em quando. Wikipedia é um vício, um vício saudável. Mais difícil do que deixar de gostar da Wikipedia, só deixar de gostar de samba ou da minha mulher.

P: Algo para finalizar?

R: Queria dizer a você aí que está lendo isso, venha pra Wikipedia você também. Se você algum dia teve alguma experiencia ruim com o site, ou com algum usuário, com a comunidade e por isso ficou com alguma aversão ao projeto, esqueça isso, o projeto é muito maior que isso. Maus usuários passam, mas o conteúdo fica pra sempre, pra eternidade. Seus netos farão pesquisas com aquilo que você está ajudando a escrever hoje. Se tem alguma coisa no projeto que você não goste, seja nas políticas, seja no conteúdo dos artigos, mãos à obra, faça sua parte pra melhorar. Eu posso fazer muitas críticas à comunidade da Wikipedia lusófona, mas eu vejo que vem melhorando bastante, e só melhorou porque pessoas se dedicaram a melhorar. Sou um grande entusiasta do projeto e acho que ele ainda vai revolucionar a forma como as pessoas estudam e aprendem coisas.

por Antônio Netto