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sábado, 25 de junho de 2011

Empresa Usa Pernas Como Mídia



A Loja Superette, loja de roupas da Nova Zelândia, teve uma ideia para uma nova forma de se promover, ao lembrar que as mulheres começariam a usar com mais frequência shorts e bermudas na presença do clima mais quente no verão. A loja criou um ponto curioso para divulgar a marca: a perna das mulheres.
A criação feita pela agência DDB de Auckland funcionava a partir da produção de placas que foram colocadas nos lugares das madeiras dos bancos espalhados pela cidade, em praças, parques e calçadas. O ponto certo onde ficavam tais placas era justamente na altura da região descoberta das pernas ao usar os shorts curtos. Ao entrar em contato com a pele, a placa deixa a perna marcada com a seguinte frase: "Shorts shorts on-sale Superette" (em português, Mini shorts à venda na Superette).
Essa peculiar forma midiática é genial para atentar a curiosidade de seus consumidores, a criatividade com essa ideia provocou enormes lucros com a maior procura da loja pelas mulheres. Tais ideias são bastante importantes na parte publicitária comercial, utilizando-se da perspicácia para convidar as pessoas ao consumo em qualquer empresa.


Por Gabriela Serejo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Só os tolos tomam os bobos como referencial de vida

João César das Neves

Fala-se muito da influência de filmes, canções, videogames, publicidade, romances e outras ficções na nossa vida. Hoje a opinião midiática despreza e ridiculariza as referências morais tradicionais – pais, professores, sacerdotes, chefes e responsáveis – enquanto exalta as opiniões de artistas, bandas de música, comediantes e celebridades.

O poder da imagem parece crescente.

Foi a 30 de Outubro de 1938 que Orson Welles e o Mercury Theatre on the Air criaram um pânico nos EUA com a emissão radiofónica da novela de H. G. Wells A Guerra dos Mundos de 1898. Também o filme O Dia Seguinte, de Nicholas Meyer, emitido a 20 de Novembro de 1983 na ABC, visto por mais de cem milhões de pessoas nessa data, gerou uma depressão nacional com a descrição vívida dos efeitos de um ataque nuclear.

Atração Fatal, de Adrian Lyne (1987), com Michael Douglas e Glenn Close, teve forte impacto nos hábitos pessoais ao mostrar violência na infidelidade conjugal.

Para lá destes casos pontuais, será que as séries, filmes e canções que hoje nos inundam a vida moldam o nosso comportamento? Se o fazem, não será para o bem. As preocupações oficiais com a moralidade nos filmes perderam-se nos anos 1960, passando a liberdade de expressão a critério ético absoluto, acima de todos os valores. Como os bons exemplos e temas educativos não criam emoção, cinema e televisão entraram numa espiral imparável de crime, vício, erotismo e aberração. Tem graça que os jornais, que mais apregoam essa influência, sejam os primeiros a declarar a inocência do espectáculo quando se verificam consequências nefastas. Fica-se sem se saber se afinal tem efeitos ou não.

De fato, em grande medida, tudo não passa de uma ficção, criada no ecrã e alimentada pela imprensa. Todos aprendemos desde crianças a distinguir a vida real dos filmes, onde os coelhos sobrevivem a quedas do telhado e no fim todos vivem felizes para sempre. Efeitos comprovados da suposta influência são escassos. É verdade que o meio do espectáculo costuma ser de Esquerda, com ideologias mais românticas e fotogénicas, mas isso não explica a vida política das últimas décadas. .

Desde Plauto e Molière o efeito é nos costumes. A promoção de aborto, divórcio, promiscuidade e pornografia tem no espectáculo sólidos aliados. A enorme campanha à volta do casamento homossexual deve-se à influência dos artistas, principal meio poderoso e endinheirado onde essa orientação domina. Assim se entende que uma questão que interessa apenas a ínfima minoria, com implicações só na imagem, consiga mudar em poucos anos as regras seculares das sociedades. O suicídio coletivo do Ocidente por destruição da família sustenta-se por este meio.

Esse poder traz horríveis efeitos sobre os próprios. O filme Sunset Boulevard, de Billy Wilder (1950), com William Holden, Gloria Swanson e Erich von Stroheim, revelou a miséria humana escondida atrás do brilho de figurinos e cenários. O mundo da fama efémera será sempre falso e abusador, quando não corrupto e criminoso.

Resistimos a esse poder não entrando no enredo.

A Forbes Magazine declarou a 18 de Maio Lady Gaga a celebridade mais poderosa do ano. Elton John, de 64 anos, e o seu parceiro David Furnish, de 48, foram nomeados candidatos ao prémio de Pai do Ano pela The Premier Inn Celebrity, devido ao bebé nascido há cinco meses de barriga de aluguer.Que significa isto? Nada. Meros truques mediáticos que escondem mal a miséria de pessoas infelizes, embriagadas ou sacrificadas à imagem.

O poder da ficção é grande, mas somos livres de lhe resistir como a qualquer um que nos queiram impor. Más influências sempre houve, como sempre existiu a capacidade de as enfrentar seguindo as tradições e referências morais. Só os tolos tomam os bobos como referências de vida.

domingo, 19 de junho de 2011

Seria o fim anunciado dos CD's?

O hábito de comprar CD's como produto de entretenimento se torna cada vez mais raro.

Foi-se o tempo em que a pirataria era a principal ameaça à indústria fonográfica, o advento tecnológico, a inclusão digital, tudo isso aliado à facilidade de se obter músicas, antecipa um fim não muito distante do formato físico de compartilhamento musical, o bom e velho "Compact Disc", o CD.

Mas, será que esse formato que atravessou gerações e moveu a indústria musical por décadas estaria mesmo com um fim anunciado? É certo que se fala em fim do CD desde quando a internet surgiu compartilhando músicas em formato digital, e as grandes lojas de vendas virtuais, como o iTunes (líder absoluto na internet) começaram a monopolizar a indústria musical como um todo. Porém, mesmo com aparentes quedas nas vendas (nunca o mercado de CD's teve tantos prejuízos como na última década), o "Compact Disc" ainda está ai, de pé, nas prateleiras das poucas lojas que ainda restaram, e há quem defenda o formato e não esteja disposto a abandoná-lo tão cedo.

A iTunes Store é o componente do iTunes pelo qual os usuários podem comprar arquivos de mídia digital dentro do próprio programa.

A faixa etária dos consumidores de CD, que costumava ser jovem, também apresentou mudanças aparentes passando a ser quase restrita aos maiores de 30 anos que vêm de uma geração consumidora do formato, até pessoas com mais de 60 anos (que não tem conhecimento sobre os novos formatos). Outra coisa que não gera muitas surpresas é que o disco está se tornando um artefato exclusivamente de fãs, são eles os fiéis consumidores do trabalho do artista, e talvez por isso, as grandes gravadoras ainda insistam no formato.

É bem verdade que, comprar um CD, hoje, se tornou um mau negócio. O custo é caro comparado a grande facilidade de consumir música por meio digital-virtual. O download veio e derrubou o poder das gravadoras, até então, quem mais lucrava no mercado fonográfico, juntamente ao artista. Isso deu margem a inúmeros artistas independentes que ocupam espaço na internet, e não precisam necessariamente de um selo para divulgar seu trabalho. De uns anos pra cá o vinil voltou a ser comercializado com artigo de luxo de alguns artistas, lançando versões exclusivas de seus álbuns e singles nesse formato. Será que em um futuro não tão distante o CD ocupará esse lugar de artigo raro?


terça-feira, 14 de junho de 2011

A vida em cor de rosa.


Será que as meninas preferem mesmo a cor rosa? Isso é cultural ou existe alguma explicação de gênero por essa preferência ou tendência? No dia 11 de maio saiu uma reportagem no Estado sobre um documentário da BBC que, em conversas com pais, cientistas e profissionais ligados a indústria de brinquedo, tentava entender e estabelecer o porquê da preferência de meninas pela cor rosa. No entanto, os especialistas não conseguiram chegar a um consenso sobre essa preferência, porque os estudos para determinar se o gosto por certas cores seria cultural ou genético apresentaram resultados contraditórios.

Enfim... as explicações são inúmeras. Existem pesquisadores que alegam que a preferência pelo rosa é nada mais do que a combinação das preferências de homens pelo azul e mulheres por vermelho. Já um estudo da Califórnia diz que as cores que gostamos estão diretamente relacionadas com as coisas que mais gostamos.

Hoje existe um estudo em andamento na Universidade de Cambridge, na Grã Bretanha, liderado pela psicóloga Melissa Hines, que também tenta determinar a origem da preferência das meninas pelo rosa. Apesar de ainda não estar concluído, os resultados iniciais apontam que essa preferência pelo rosa é nada mais nada menos do que a influência não dos pais, mas da indústria, que fabrica massivamente produtos nessa cor para nossas meninas. A meu ver essa seria a explicação mais plausível para os dias de hoje.

Desde que se descobre o sexo do bebê já podemos começar a reparar que parece que o mundo das meninas invariavelmente seria permeado pelo rosa, mas será que a vida delas é tão rosa quanto os objetos que a circundam? Não sei! E essa é também uma preocupação da psicóloga inglesa que encabeça a pesquisa: como o mercado vem usando em excesso o rosa para direcionar a meninas todos os tipo de produtos, principalmente brinquedos. Para ela, as meninas estão sendo incentivadas a ficar longe dos brinquedos neutros, que ajudam a criança a desenvolver a inteligência analítica e espacial - e a cor rosa tem sido usada para sinalizar os brinquedos que devem gostar e escolher. E pelo que temos visto, o uso do rosa como instrumento de marketing já não se restringe ao público infantil.

O problema frente o excesso de rosa e a massificação dos desejos de meninas reside na feminilidade que hoje está sendo vendida às meninas - e também às mulheres - em embalagens cor-de-rosa. Será que precisamos apresentar desde cedo um mundo em cor de rosa para nossas meninas ou podemos ajudá-las a escolher realmente sua cor predileta e original sem ceder aos apelos do mercado?

Por Valéria Inácio