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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Obras de Arte com Photoshop


O artista gráfico Michael Guppy recriou algumas obras clássicas da pintura ao usar uma ferramenta no photoshop tornando o foco de cada arte excluído. Entre as obras estão "O grito" de Edvard Munch e a "Monalisa" de Leonardo Da Vinci.

Para mostrar o contorno das personagens removidas das obras artísticas, Mike Guppy utilizou-se das linhas de seleção do Photoshop, tornando a arte mais moderna e criativa de uma forma inusitada.






Por Gabriela Serejo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ex-funcionário da NASA faz obras de arte em 3D

O americano Kurt Wenner trabalha há 30 anos com desenhos na calçada. O conhecimento sobre geometria e o tempo que trabalhou na NASA ajudou o artista a obter experiência com desenhos que criam ilusão de ótica.

"Eu observava os tetos barrocos, muitos deles com trabalhos de perspectiva. Então, comecei a experimentar nas ruas.", disse Wenner à BBC Brasil". Ele já desenhou em milhares de calçadas no mundo inteiro e suas obras vão ser copiladas no livro chamado Asphalt Renaissance.

Para fazer as obras, Kurt usa régua, compasso e barbantes colados no chão (para definir como será a ilustração). Ele também utiliza cálculos para conseguir, com mais precisão, melhores efeitos nos desenhos. Confira algumas de suas obras aqui embaixo:







Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/945639-americano-cria-arte-em-3d-nas-ruas-de-todo-o-mundo.shtml

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pop Art em Cubos Mágicos

Pop Art é um movimento artístico surgido na década de 30 que se utilizou para destacar a crise da arte no Séc. XX, mostrando em suas obras uma cultura popular massificada dentro do sistema capitalista. Nesse contexto, ela é retratada como um marco de passagem da modernidade para a pós-modernidade. No Brasil a Pop Art vem pelos anos 60, também com uma forma de revolução social, associada à pressão de censura causada pelo regime militar em 1964.

Essa forma artística volta a repercutir nos dias atuais, em que se destacam as criações de Andy Warhol, figura norte-americana que mostrou em suas obras os clássicos ídolos da música e do cinema, dentre eles Michael Jackson, Marilyn Monroe, Elvis Presley e Marlon Brando. Tais obras se viam como uma expressão da impessoalidade, o vazio das personalidades e objetos de consumo impelidos para a massa.

Assim, com todo esse retorno da moda vintage trazendo obras dos artistas mais destacados dos anos 60/70, a Pop Art volta e se recria com novos recursos e formas de produção ao introduzir-se em uma nova sociedade. É dessa forma que uma colaboração de artistas gráficos produziu obras já conhecidas feitas com cubos mágicos interligados, com o intuito de trazer um novo contexto aos objetos e complexificá-los, tornando-os qualificados e funcionais.

Algumas obras de Pop Art com cubo mágico:







Uma forma artística pode trazer uma nova função a objetos como o cubo mágico, deixando de restringi-lo somente como uso de um brinquedo. Mais obras feitas em cubo mágico estão no site da CubeWorks.


Por Gabriela Serejo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Da Lama ao Caos...Do Caos a Lama

Que tal misturar o rock, o maracatu (os ritmos pernambucanos, em geral) e a música eletrônica? Essa mistura levou ao surgimento de uma das melhores bandas brasileiras, Nação Zumbi, e também no surgimento de um estilo musical chamado de Manguebeat. Isso comprova que os nordestinos não vivem somente do forró.

Chico Science e Nação Zumbi
Tudo começou na década de 70, em Pernambuco, quando o guitarrista Robertinho do Recife fez os álbuns "Jardim da Infância" (1977), "Robertinho no Passo" (1978) e "E Agora pra Vocês... Suingues Tropicais" (1979). Nesses discos, Robertinho misturou o frevo com o rock e o jazz. Porém, foi na década de 90 que o Manguebeat ganhou força com os músicos Chico Science e Fred04. Science criou a Nação Zumbi e Fred criou o Mundo Livre S/A.

Em 1992, Fred promoveu o “Caranguejos com cérebro", primeiro manifesto relacionado ao Manguebeat, ele queria misturar o movimento de preservação ao mangue com a música e essa precisava ser tão diversificada quanto o mangue. O “boom” do movimento foi em 1993 quando bandas como  Mundo Livre S/A, Chico Science & Nação Zumbi, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Eddie, Via Sat, Querosene Jacaré e Jorge Cabeleira passaram a tocar na MTV e nas rádios.

A palavra Beat, ao contrário que muitos pensam, não vem da palavra batida, em inglês e sim de bit que é o nome dado para uma unidade de memória do computador. No carnaval de 1997, Chico Science morreu em um acidente de carro em Recife. Mas, isso não levou a morte do movimento que continua até hoje. Aqui deixo o vídeo da música ‘Manguetown’ e ‘Da Lama ao Caos’, ambas da banda Nação Zumbi.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Princesas Heroínas

Todo mundo (ou quase todo mundo ?) sabe que a Disney comprou a Marvel. Por causa disso, o artista Steevin teve a ideia de transformar as princesas da Disney em heroínas. O Steevin é americano e trabalha como ilustrador, aqui segue as imagens das princesas heroínas:


Também foi postado no meu blog que será uma continuação do Midiáticos, alguns posts que vou botar aqui vão ser colocados lá. http://malucavidaurbana.blogspot.com

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Raios e Trovões"

Como já dizia o Tio Victor do Castelo Rá-tim-bum, quando ficava com raiva do seu sobrinho Nino. Mas, essa frase tem nada a ver com o meu post. Vou falar hoje do fotógrafo grego Chris Kostsiopoulos, ele é especialista em fotografar fenômenos astronômicos e atmosféricos. Como assim? Ele tira fotos de raios, trovões, eclipses, arco-íris e etc. As fotos só conseguem ter esse resultado porque usa fotografias de longa exposição e procurar um ângulo perfeito para registrar esses fenômenos. Veja algumas das fotos desse maravilhoso fotógrafo:






Mais fotos de Kostsiopoulos estão no seu site oficial http://www.greeksky.gr

domingo, 26 de junho de 2011

"Há muito tempo numa galáxia muito,muito distante..."parte3


Anakin Skywalker/Darth Vader-Nascido de forma misteriosa, sem a presença de um pai,no planeta Tatooine. Foi escravo quando criança até, ser levado por Qui-Gon Jinn, foi treinado nas artes Jedis por Obi-Wan Kenobi. Já adulto, casou-se com Padmé Amidala e com ela teve filhos gêmeos, Luke e Leia. Após se deixar dominar pelo lado negro da força, tornou-se Darth Vader.
Ele é um dos vilões, mas certamente é o mais popular dos personagens de Star Wars, nem mesmo o herói Luke Skywalker foi capaz de ofuscar o brilho deste clássico vilão.
Na segunda trilogia, ele aparece como um Jedi jovem e impulsivo que, dominado por seus medos e inseguranças cai em desgraça, se deixa manipular pelo lorde Sith Darth Sidious, passando para o lado negro e se tornando o vilão mais conhecido da história do cinema.
Anakin Skywalker foi interpretado por três atores Jake Lloid, Hayden Christensen e Sebastian Shaw, sendo que, Hayden Christensen foi o único deles a interpretar Darth Vader. David Prowse também encarnou o vilão, além de James Earl Jones que fez apenas a voz do vilão.
Continua...

sábado, 25 de junho de 2011

"Há muito tempo numa galáxia muito,muito distante..."parte 2


No início George Lucas escreveu um roteiro para um filme de 6 horas, recebendo um "não" do estúdio, Lucas dividiu a história em 6 filmes dos quais gravou apenas os 3 primeiros, por julgá-los mais interessantes para o público na época.
A Fox,desacretitando do filme, deixou para Lucas todos s direitos do filme. Com o dinheiro ele abriu várias indústrias cinematográficas como a Lucasfilm, a LucasArts, a Industrial Light and Magic, a THX e o Pixar animation Studios.
Na criação de Star Wars,George Lucas contou com a ajuda de Joseph Campbell, o maior especialista mundial em mitos.
A famosa nave de Han Solo, a Millenium Falcon foi inspirada num sanduíche que Lucas comeu enquanto escrevia o roteiro da primeira trilogia.
O visual do personagem Cheewbacca foi inspirado no cachorro, indiana, de George Lucas que, também inspirou o nome do personagem Indiana Jones.
As filmagens de Uma "nova esperança" deram tanto trabalho que o criador de Star Wars abriu mão de dirigir os filmes seguintes.
A fortuna de George Lucas é estimada em 3 bilhões de dólares e não para de aumentar.
Continua...

"Há muito tempo, numa galáxia muito,muito distante..."parte1


Star Wars é uma space opera americana transposta para o cinema por George Lucas em duas trilogias.
A primeira trilogia da série é composta pelos filmes "Uma nova experança" de 1977, "O império contra-ataca" de 1980 e "O retorno de jedi" de 1983. A segunda conta como a história da saga chegou ao ponto de onde começa o primeiro filme, e é composta por "A ameaça fantasma" de 1999, "O ataque dos clones" de 2002 e "A vingança dos Sith" de 2005.
Os acomtecimentos da série se passam numa galáxia fictícia onde,Lucas fez uso de elementos comuns em ficção científica e em mitologia antiga.
A franquia star wars rendeu cerca de vinte bilhões de dólares tornando-se uma das franquias baseadas em filmes de maior sucesso em todos os tempos.
continua...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Por que o mundo precisa do Superman ?





Por que o mundo precisa do Superman?
O Superman surgiu nos quadrinhos em 1938 na revista Action Comics 1, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, se tornando o primeiro herói de um gênero que se tornaria o mais popular dos quadrinhos americanos, o gênero dos super heróis. O Superman chegou ao cinema em 1978 em Superman dirigido por Richard Donner,o filme tinha Christopher Reeve no papel principal, Gene Hackman, como Lex Luthor e Marlon Brando como Jor-el. Depois vieram Superman II de 1980 também dirigido inicialmente por Richard Donner, depois substituído por Richard Lester, e com o mesmo elenco do primeiro, trazia uma sequência com mais ação e que retomava elementos do primeiro filme, depois o mal sucedido Superman III de 1983,  novamente dirigido por Richard Lester que transformou a terceira aventura do herói numa comédia pastelão onde o Superman se torna coadjuvante do próprio filme, em Superman IV de 1987 ,que teve direção de Sidney J. Furie, novamente o resultado não foi bom e as críticas foram muitas, o filme marcou a despedida de Christopher Reeve no papel do super herói e a última aparição do Homem de Aço no cinema em quase vinte anos. Até que em 2006, o homem de aço volta a ação em  "Superman - o Retorno", filme de 2006  com direção de Bryan Singer.
Falando em "Superman - o Retorno”, a minha opinião é de que esse é o melhor filme do Superman já feito e, não só isso é o melhor filme de super-herói de todos os tempos.
Isso mesmo, o melhor. O melhor porque tem uma excelente história que traz de volta ao cinema o primeiro e melhor super-herói dos quadrinhos que estava longe das telonas desde 1987.
Melhor porque Bryan Singer é um cara que, além de ser um ótimo diretor que privilegia a essência e o desenvolvimento dos personagens acima das sequências de ação, é fã do herói e tem toda uma identificação com o personagem, tão fã que abandonou seu projeto anterior (a trilogia dos X-men)para dirigir o longa do Homem de Aço.
Melhor porque é a história mais espetacular do gênero, com efeitos visuais incríveis e um elenco excelente, Kevin Spacey fez um Lex Luthor sinistro, mais que ao mesmo tempo teve seus momentos cômicos, mas sem se tornar rídiculo.Os ótimos veteranos Frank Langela como Perry White e Eva Marie Saint,a Martha Kent,que apesar te terem poucas aparições são atores que merecem destaque, além de James Marsden(o ciclope de X-men) que faz Richard, o noivo de Lois Lane, Sam Huttington, o fotógrafo Jimmy Olsen  e os protagonistas que sofreram com as comparações, tanto com Christopher Reeve (o eterno Superman)e Margot Kidder(Lois Lane) pelos fãs mais saudosistas, quanto com Tom Welling e Erica Durance,  Clark Kent e Lois Lane  da série Smallville, pelos mais jovens. Kate Bosworth que faz Lois Lane, não dá nenhum show de atuação, mas nem por isso faz feio, e o ator principal, o até então desconhecido,Brandon Routh esse sim foi a grande surpresa,o cara perfeito para o papel, sua semelhança física com o ator que eternizou o Homem de Aço impressiona em algumas cenas. Brandon não é um ator talentosíssimo, mas é o ideal para o que tinha que ser e sua atuação foi natural, em retomar as característica triunfante do Superman e tímida do desastrado repórter Clark Kent, e não deixou a desejar. Sem falar da participação de Marlon Brando como um Jor-El produzido digitalmente através de imagens antigas do ator como o pai do último filho de Krypton.
"Superman- o Retorno" é o melhor porque colocou no cinema uma série de cenas épicas como a que Superman segura o avião em queda, ou quando ele vai até a órbita do planeta e ouve com a sua super audição todos os sons e cada um ao mesmo tempo, a sequência de salvamentos do herói em Metropólis, incluindo a que ele evita que seu editor seja esmagado pelo globo do Planeta Diário (o herói segura o peso do mundo nas costas), a surra que ele leva do inimigo e a que ele quase morre ao salvar o mundo de uma gigantesca plataforma de cristais repleta de Kryptonita e a que o homem de aço repete para o seu filho as palavras ditas por Jor-el (Marlon Brando) em 1978, “... o filho se torna pai e o pai se torna o filho".
Repito é o melhor filme de super herói porque não é uma mera reconstrução de história, Bryan Singer soube respeitar o filme original e seu diretor e por prestar uma grande homenagem aos falecidos Christopher Reeve e Marlon Brando, dando a Superman, que é para muitos a versão definitiva da origem do herói, e Superman II, uma continuação de qualidade, abordando não só o lado “Super” do herói, mas também seu lado humano e suas relações com sua amada, com seu maior inimigo, com seu pai biológico alienígena e sua mãe adotiva do interior do Kansas, com os membros do Planeta Diário e com a imprensa, e Metropólis. 
Aprofundando a personalidade dos personagens centrais e a história do filme de 1978, abordando questões como a busca do herói por suas origens, a solidão de ser o último de sua espécie e o único salvador da humanidade, cultuado por muitos, odiado por outros, amado por poucos e compreendido por nenhum dos bilhões de humanos que o cercam, que protege e que se parecem com ele, mas que sabe que não são iguais, ao mesmo tempo que ele é visto quase como um deus, mas que em seu interior é um homem igual a todos os outros, com medos, inseguranças e fraquezas, mas que supera tudo isso em nome de uma missão que escolheu desempenhar em seu mundo adotivo e, que coloca acima de suas necessidades e desejos: salvar o mundo.
Superman - o Retorno não é só mais um filme de super herói é "o filme", porque foi feito para ser mais do que uma obra comercial e foi feito de maneira apaixonada, para ser uma obra de arte, uma homenagem e um presente para todos os que gostam do Superman, de cinema e quadrinhos.
Apesar disso, ou talvez, por isso, o filme não teve o sucesso esperado, ao que parece as novas gerações sedentas por filmes cheios de pancadaria e sangue e que se identificam mais com heróis mais sombrios e imperfeitos como Batman, Wolverine e Homem de Ferro, e que acham que chutar traseiros é mais importante do que salvar vidas, que os valores clássicos do homem de aço são antigos e não se aplicam aos dias de hoje, repudiaram Superman - o Retorno, que foi mais bem vistos pelos críticos que pelo público e geral, e por isso, lamentavelmente, o filme de Bryan Singer não terá uma sequência, pois o próximo filme do herói será um recomeço da história do herói, num tom mais sombrio e violento, ou seja uma versão ao estilo Batman Begins do Superman, e por falar em Batman, Christopher Nolan, diretor de Batman Begins e  O Cavaleiro das trevas, coordenará a produção que será dirigida por Zack Snyder de Watchmen e 300.


Espero que a nova versão do herói não descaracterize o personagem e que seja digno de seu legado e seus valores, pois o mundo precisa do Superman e o cinema também.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Desenhos transformados em fotos

Seus desenhos que você fez quando criança pode se transformar em realidade através de fotos. Como assim? O artista coreano Yeondoo Jung, a partir da sua exposição Wonderland (terra das maravilhas, em inglês), materializou em fotografias desenhos de crianças feitos de giz de cera e caneta hidrocor.

As fotos são bem fieis aos desenhos, possui cenários bastante coloridos e cenas bem maluquinhas, parecendo que saiu de um filme de Tim Burton (diretor do filme “A noiva cadáver”). Veja algumas fotos:




terça-feira, 21 de junho de 2011

A Imortalidade Artística de Paris


Meia-Noite em Paris (com o título original Midnight in Paris), é o mais novo filme do cineasta Woody Allen, o qual tem a tradição de lançar um filme por ano. Como o título já presume, a história da mais nova obra do cineasta nova-iorquino é passada em Paris, dando destaque, em múltiplas cenas, na beleza e na singularidade visual, cultural e social que a 'Cidade Luz' possui.
Como foco da história, um roteirista hollywoodiano chamado Gil, interpretado pelo ator Owen Wilson, vai passar as férias em Paris com a noiva Inez, interpretada por Rachel McAdams, e a família dela. Ao se deparar com a atmosfera artística e surreal da cidade, Gil se encanta e alimenta o seu sonho de poder viver nos anos 20, onde grande parte dos artistas mais geniais e renomados viveu, entre os ateliês e cafés de Paris, como F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso.
Seguindo a receita das comédias românticas, há um conflito entre o casal principal. Inez começa a dar mais atenção ao casal amigo John e Carol, que coincidentemente encontra. A partir daí, John se mostra interessante para Inez com seus conhecimentos sobre a arte e a literatura presente nos museus de Paris. Inez, ao esquecer-se dos dias românticos que teria com seu noivo na imersão da cidade perfeita, não percebe que ele também se afasta por causa do pedantismo e 'pseudo-intelectualismo' de John, como também, pelo encantamento da cidade.
Allen mistura o sentimento nostálgico e a realidade ao tornar vivo o desejo de Gil. O próprio diretor mostra seu desejo oculto de reforçar o acolhimento que a cidade francesa dá aos artistas mal reconhecidos. Lá, Gil consegue terminar seu livro, o qual tinha insegurança se realmente estava digno; E, é a partir da ajuda de seus maiores ídolos literários dentro de uma época já passada e perfeita que ele alcança a magnitude da sua obra.
O filme ainda reflete sobre a perfeição das épocas dentro de cada época, ou seja, a idealização que possuímos dentro de um período a visão de que um determinado tempo anterior seria perfeito. Dentro disso, o diálogo analisa o termo "época de ouro", que para Gil traça a certa época e para Adriana, uma francesa dos anos 20, traça outra época.
A história desfaz a concepção de arte sempre aliada aos museus, algo ostentado e antigo, provocando um novo conceito: a arte aparece como algo a ser experimentado, consumido, o outro lado do intelectualismo vazio. Dentro dessa abordagem, é preciso, pelo menos, um conhecimento básico sobre a história da arte e seus principais símbolos para a maior compreensão da obra.
Contudo, o filme mostra seu humor através da história das artes com a presença dos maiores símbolos desta. Dentre eles, Picasso, Buñuel, Dalí, Fitzgerald e Hemingway, relacionando todos a uma mesma história. A forma como ocorre o desenvolvimento da trama é espetacular e Woody consegue usar sua genialidade para demonstrar o valor da vida contrastando com a dependência da mesma em favor da arte. Ele acredita que a arte mais bem valorizada é aquela que ajuda a compreender a vida.


Por Gabriela Serejo

O Produtor Cultural

A palavra produtor segundo o dicionário, quer dizer: “adj (lat productore) 1 Que produz; produtivo. 2 Diz-se daquele que cultiva produtos agrícolas, ou fabrica artigos de consumo de matérias-primas, ou que promove esse cultivo ou fabricação: Classes produtoras. sm 1 Aquele que produz; autor. 2 O que promove produção natural ou industrial. 3 Aquele que, com trabalho agropecuário, industrial ou extrativo, cria, aperfeiçoa, industrializa e distribui produtos naturais, alimentícios e transformados. 4 Pessoa que concebe, orienta, escreve e realiza programas de rádio, televisão ou roteiros cinematográficos. 5 Nas agências de publicidade, aquele que confecciona os anúncios. 6 Econ polít Aquele que cria valores ou produz artigos de consumo. Antôn: consumidor. 7 Econpolít País ou região em que se produz determinado artigo: O Brasil é o maior produtor de café. Produtora independente, Telev: empresa que faz produções independentes.”


Já a palavra cultura, segundo Marilena Chauí, quer dizer: Posse de certos conhecimentos de línguas, artes, literatura e entre outros. Então, ligando os pontos podemos dizer que o produtor cultural produz eventos ligados ao conhecimento de línguas, artes, literatura, música e entre outros.  É considerado um emprego novo em que a demanda cresce de forma contínua. 

Aqui em Natal existe o curso de graduação em produção cultural no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). “O surgimento de mais faculdades de produção cultural com certeza são bem vindas pelo setor, uma vez que capacita jovens a darem continuidade ao nosso trabalho com conhecimento teórico. Para ser um produtor cultural de sucesso, com certeza, além de viver cultura, tem que se reciclar, fazer cursos, participar da discussão sobre cultura na sua cidade e em Brasília”, disse Rodrigo Cruz que começou na profissão para produzir shows de sua antiga banda. Em seus 11 anos de carreira como produtor cultural, já produziu os shows de Lobão, Velhas Virgens, Leno (ex- Leno e Lilian) na parte de produção executiva do artista e hoje, produz o espetáculo do humorista Franklin Medeiros.

A função do produtor cultural é produzir eventos ligados à cultura como peças de teatro, lançamento de filmes no cinema, shows de artistas que vivem da arte, festivais relacionados a expressões artísticas (teatro, dança e música) e entre outros. Porém, a produção de um evento cultural exige dificuldade. Rodrigo disse que precisa ter o conhecimento do processo de produção, desde a concepção da ideia até a execução, captação de recursos, realização, prestação de contas e também lutar pela falta de recursos, desinformação de empresas privadas e a falta de atenção dos governantes sobre a cultura local.

O profissional também se utiliza da comunicação (através de jornais e canais de televisão e rádio) e internet para poder divulgar o seu evento e obter algum sucesso, mesmo assim, o produtor pode sofrer alguns com probleminhas. Cruz afirmou que já sofreu com isso ao produzir um determinado evento e quando chegou o dia, o responsável pelo local onde iria acontecer a festa disse que não poderia mais fornecer o espaço. Então, com bastante dificuldade para não cancelar o evento, ele conseguiu fazer em outro canto, vizinho ao antigo local.

Mas, muitas pessoas confundem o produtor cultural com produção de eventos. A produção de eventos está voltada mais com a produção de festas como formaturas, eventos, casamentos, shows de artistas que estão na moda (nas novelas, no rádio, no You Tube e etc.), ao contrário de eventos culturais que são eventos que focaliza eventos relacionados à arte independente se isso está na moda ou não. “Cultura é você se importar em fomentar uma cena, em valorizar o que não está na mídia, mas que tem qualidade é você educar. Cultura é valorizar o que é da sua terra. É, mesmo você fazendo um show com atração nacional, colocar artista local para mostrar seu trabalho para o público, divulgando em todas as peças, dando o mesmo tratamento e pagando cachê. É você resgatar memória e saber que seus netos vão apreciar as obras de Tarsila do Amaral, as músicas de Nubia Lafayette e as esculturas de Cesar Revorêdo. Isso é produção cultural”, diz Rodrigo Cruz.

domingo, 19 de junho de 2011

Moda em 8bits

O Japan Fashion Week, evento de moda realizado em Tóquio, trouxe mais novidades este ano com a febre da moda geek e a maior presença das mídias tecnológicas nas culturas mundiais. A designer Kunihiko Morinaga inaugurou sua coleção Outono/ Inverno 2011/2012 chamando-a de “moda pixelada” pelo uso da forma dos pixels, quadrados coloridos que aparecem ao aproximar uma imagem ou obtendo uma baixa resolução delas.

Essas formas quadradas utilizadas na moda fazem parte do minimalismo das peças futurísticas, chamada mais comumente de “Techno-excêntrica”, já presentes dentro dos desfiles por todo o mundo. A designer japonesa utilizou o formato dos gráficos de 8 bits em diversos tecidos e cores, aplicando-os em vestidos, sapatos, blazers, jeans e óculos, que também utilizaram os padrões pixelizados, destacando a silhueta e tornando as peças com um tom “vintage contemporâneo”.

A coleção da empresa Anrealage, chamada dessa forma pela combinação das palavras “real”, “irreal” e “idade”, ganhou o Avant-Garde Grand Prix em Gen Art 2005. Em 2009, o projeto inovou de forma que as coleções passaram a utilizar símbolos. Essa inovação da conversão de símbolos em vestuário ganhou a exibição no National Art Center de Tóquio e também, em um museu de arte em Estocolmo.

As roupas 8bits, retomam um colorido presente nas passarelas de Vivienne Westwood, Mostrando, então, as diversas influências presentes na moda japonesa. Tais influências também são expressas ao assimilarmos o visual presente nas roupas com os jogos de 8bits, principalmente, os jogos clássicos, como Super Mário, Tetris e Pac-Man.

No desfile apresentado no Japan Fashion Week, os modelos usavam óculos com pixels translúcidos, cobrindo seus rostos e também, outros acessórios quadrados. No decorrer da apresentação, o pianista tocava músicas que lembrava os jogos 8bits, bastante reconhecidos pela cultura geek, tanto falada nos tempos atuais.

Seguindo, algumas imagens da coleção no desfile do Japan Fashion Week:


Vídeo da Coleção Anrealage 2011-12:


Por Gabriela Serejo

Meet David Lachapelle


David Lachapelle é um fotógrafo americano, estudou na Escola de Belas Artes do estado da Carolina do Norte, EUA. Seu primeiro trabalho na cidade de Nova York foi na revista Interview, criada pelo artista Andy Warhol. Entre as décadas de 80 e 90 já era conhecido no cenário nova iorquino.

As suas fotos são influenciadas pelo positivismo e marcadas pelo exagero nas cores e brilho. As fotografias também são carregadas com muito humor, surrealismo e ironia. Geralmente, contam uma história e fazem com que seus personagens vivem em situações inusitadas. 

As imagens são totalmente preenchidas com acessórios e adereços, você sempre vai ver um campo visual totalmente ocupado, porque ele adora dar uma profundidade a esse. Um outro detalhe nas fotografias de David Lachapelle é o uso do plano geral e americano. Além disso, as personagens sempre aparecem agachadas, deitadas, sentadas e dobradas.

Já fotografou diversos artistas como Andy Warhol, Michael Jackson (Lachapelle declarou várias vezes que escolheria fotografar o cantor acima de qualquer outra pessoa), Angelina Jolie, Britney Spears, a rapper Lil' Kim, Christina Aguilera, Macy Gray, Paris Hilton, No doubt, Lady Gaga e entre outros. Lachapelle já teve seu trabalho publicado pela Vogue Italiana, Spin, Rolling Stone e hoje trabalha para a revista Vanity Fair. Também participou das campanhas da L'oreal, MTV, Ford, Sky Vodka e etc.

Além de fotógrafo, David também é diretor. Já dirigiu vários clipes como 'Feeling this' do Blink 182, 'It's my life' do No Doubt e 'Sorry' da Madonna. O último trabalho de Lachapelle foi dirigir o espetáculo "The Red Piano" do cantor Elton John. Aqui estão algumas fotos do fotógrafo (clique nelas para ampliar):

Elton John

Courtney Love


Lil' Kim
 Mais fotos estão no site oficial http://www.lachapellestudio.com
 *Primeiro post foi apagado

sábado, 18 de junho de 2011

Futuro passado


Foto: O Circo por Anna Ester Alves.
Sim, você já viu isto antes, principalmente se tiver por volta de 60 anos de idade. A imagem acima é a simulação de uma foto Polaroid. Apesar de perder toda a graça da foto instantânea, física, incorrigível, é possível fazer imitações gratuitas do clássico modelo de fotos das antigas Polaroids digitalmente. A foto foi modificada através do site: http://www.polaroin.com/. A marca, que faliu por conta do boom da fotografia digital, foi relançada na segunda metade do ano passado devido à crescente demanda por câmeras e filmes para revelação.

O mesmo ocorre com as demais câmeras analógicas. A loja Lomography, que tem filial no Brasil e em mais 28 países, incentiva a fotografia analógica (ou lomografia), promovendo concursos de melhores fotos, exposições, grupos de discussões além de colocar à venda filmes, acessórios e câmeras que esvaziam rapidamente o estoque.

Passando para a moda, a palavra agora é vintage. As tendências que duravam uma década agora duram uma estação. Particularmente não sigo nenhuma tendência, mas acompanho as semanas de moda e os comentários da minha mãe dizendo que “teve uma roupa igualzinha quando tinha 20 anos”. Há um ano tentávamos nos embalar a vácuo em calças que pareciam exatamente uma segunda pele. Hoje, detestamos isso e usamos calças “largadas”, frouxas e até mesmo as antes abomináveis bocas de sino.

Foto: Arthur Shatz para Revista Life, 1969.


Musicalmente, vemos o crescimento da chamada nova MPB. Artistas que resgatam a bossa nova, o samba de raiz e os adaptam aos gêneros modernos (ou modernizados), como o indie rock, o rap, etc. Por tabela, as fontes voltam com força e escutamos novamente nomes como Chico Buarque e Caetano Veloso, Mutantes ou Maysa (com a diferença de que não voltam como músicos populares, mas disseminados entre um público mais restrito).

A pergunta é: o que faz com que a geração seja tomada por esse sentimento de revival das coisas do passado? Porque a mídia está constantemente, como num ciclo, resgatando ícones de outras décadas e adaptando-os ao mundo moderno?

É como se o futuro fosse um grande trabalho de patchwork. A originalidade está em saber unir os diferentes retalhos de maneira única, como fazia o bricoleur. Há uma certa nostalgia (mesmo que inconsciente) do passado que não vivemos entre a juventude hoje, e não só nas áreas da arte, este sentimento está presente em todas as situações que envolvem relações extrapessoais.

A mídia traz o passado de volta com interesses apenas superficiais, mas este passado traz consigo os valores históricos que esquecemos. Seguimos exemplos, desconstruímos trabalhos passados, fazemos adaptações e o mais importante, reaprendemos a ser cidadãos. E o futuro a nós pertence.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Stickers Art: Mais uma arte urbana nas metrópoles

Stickers Art em inglês significa a arte do adesivo, o que faz essa arte ? O artista vai produzir vários adesivos e depois, ele colocará em vários cantos na cidade que pode ser numa calçada, poste, hidrantes, muros, viadutos e etc. E somente em lugares com supérficie lisa os adesivos vão ser gruados com sucesso.

Essa expressão artística começou durante a década de 90 nos Estados Unidos com um ex-designer que resolveu pregar adesivos em vários cantos de Nova York.

O conteúdo das figurinhas pode ser desde desenhos até mensagens de manifesto. Os adesivos são recortados em vinil autoadesivo e protegidos por uma máscara transparente em que o artista retira após fixá-lo no seu local de destino, mas também podem ser pregados com cola caseira, igual aos cartazes no estilo lambe-lambe ( clique aqui).



No Brasil, essa arte começou através de adesivos de decorar residências e lojas nas ruas.  A Stickers Art predomina nas grandes cidades como São Paulo, Nova York e Barcelona. Embora Natal não seja uma metrópole, mas podemos ver algumas manifestações da Sticker Art no setor II da UFRN.


Asssim como a pichação, o  sticker é considerado crime por violação de patrimônio público, porém eles ainda vão conquistar seu espaço assim como o grafith.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Paêbiru: Pioneiro no rock psicodélico brasileiro

Capa de Paêbiru
Na década de 70, o paraibano Zé Ramalho junto com o pernambucano Lula Cortês produziram um disco intitulado de Paêbiru que significa 'Caminho da Montanha do Sol'. Porém, antes que o disco fosse lançado, ocorreu uma enchete em Pernambuco no qual destruiu 1000 dos 1300 exemplares que estavam guardados em um acervo. Hoje, o LP de Paêbiru pode custar até R$ 4 mil.

O disco é marcado por uma mistura de rock psicodélico, jazz e ritmos nordestinos. É um dos primeiros discos não declarados da psicodélia brasileira. Paêbiru é baseado em uma lenda da tribo índigena dos Sumé.

A lenda conta a história do índio Sumé em que seus poderes causaram raiva aos pajés e por causa disso, ele teve que fugir e durante essa fuga, passou na famosa Pedra do Ingá localizada no estado da Paraíba ( Para mais informação sobre isso, clique aqui) onde deixou desenhos e a trilha paêbiru.

Pedra do Ingá- PB
As fotos da capa do álbum foram tiradas na Pedra do Ingá pela esposa de Lula Côrtez na época, Kátia Mesel. O disco também tem a participação de artistas como Geraldo Azevedo e Alceu Valença. O LP é dividido em 4 partes: Terra (as canções dessa parte incluem intrumentos como tambores, flautas, sax alto, congas e berimbau), Ar (foram incluidos nas músicas dessa parte: conversas, suspiros, risos, harpa e viola), Fogo (as músicas possuem guitarras distorcidas, essa parte tem a maior influência do rock psicodélico e possui o som mais pesado de todo o álbum) e Água (Possui fundos sonoros de água corrente).

Contra- Capa do disco

Em 2005, o álbum foi relançado em vinil e CD através de um selo europeu. Aqui estão as músicas que foram incluidas no disco:

01. Trilha de Sumé/Culto à Terra/ Bailado das Muscarias
02. Harpa dos Ares
03. Não Existe Molhado Igual ao Pranto
04. O M M
05. Raga dos Raios
06. Nas Paredes da Pedra Encantada
07. Marácas de Fogo
08. Louvação a Iemanjá
09. Regato da Montanha
10. Beira Mar
11. Pedra Templo Animal
10. Be
 Esse ano, fizeram um documentário falando do surgimento de Paêbiru e um trecho desse documentário pode ser visto aqui embaixo:



Paul McCartney, o Desenhista Oculto



O cantor Paul McCartney, estimado, por várias décadas, com suas brilhantes canções na banda The Beatles, na banda Wings e também como cantor solo, produziu alguns desenhos durante a década de 70, os quais foram esquecidos pela lembrança do cantor e também, por não serem muito conhecidos pelos seus fãs.

Tais desenhos seriam leiloados hoje, porém, o leilão foi cancelado devido a uma discussão sobre quem seria o verdadeiro dono dos desenhos. Era sabido que o diretor de animação Eric Wylam teria ficado com os esboços, mas, ao morrer em 1997, sua filha ficou com as obras e decidiu leiloa-los.

Entretanto, Paul McCartney nega que seus desenhos teriam sido doados para o animador Eric Wylam. Em contraste, a filha do animador afirmou que os desenhos feitos pelo ex-Beatle estão em sua família há mais de 40 anos e tentou consultar o cantor antes de decidir leiloa-los.

Os desenhos feitos por Paul McCartney foram produzidos para o filme The Bruce McMouse Show, o qual, nunca teve sua versão finalizada divulgada. O filme conta a história de um rato chamado Bruce que morava embaixo de um palco.

As obras seriam leiloadas em Gloucestershire e estavam avaliadas em até 25.000 libras (67.000 reais). Chris Albury, da casa de leilões Dominic Winter, afirma: "Os desenhos variam de rabiscos subconscientes através de caracterizações técnicas faciais, diversões bem-humoradas de personagens de quadrinhos, incluindo uma morsa não utilizada no filme, desenhos totalmente acabada de Bruce McMouse e família.”.

O papel utilizado em alguns desenhos pertencia à banda Wings, na qual teria participações dentro do filme que não foi divulgado. Esse lado “desenhista” do Sir. Paul ainda é questionável para a opinião de alguns, portanto, seguem alguns dos desenhos:



Por Gabriela Serejo