No regional, temos o ABC, com a campanha Programa Sócio Mais Querido, que conta com 10 mil filiados. Ainda bem distantes de clubes como o Internacional, que possuem um quadro de sócios com 106 mil torcedores. Porém, este é o caminho a seguir, trazendo o torcedor para dentro do clube, criando receitas para bancar salários e custos operacionais, deixando patrocínios e cotas de televisão para investimentos mais altos, como compra de jogadores.Os torcedores de 10 a 50 anos, depois dos patrocínios, são os maiores financiadores de um clube, são eles quem mais frequentam estádios, gastam em compra de camisetas e artigos relacionados à entidade, e consequentemente, tornam-se sócios. Por isto, a importância deles dentro do quadro social do clube deve ser sempre lembrada. Não que os mais velhos não tenham importância econômica, longe disto, mas com o avanço da idade, tende-se a existir uma transformação do modo de torcer, passando do estádio para a comodidade da sua casa, com o conforto e a presença da família.

Porém, como todo projeto, o sócio-torcedor também apresenta seu lado negativo. Quanto maior for o número de associados de um clube, maior é a tendência de elitização dos torcedores, deixando de lado um pouco as camadas mais pobres da torcida, tendo em vista que, cada clube utiliza um estádio com uma capacidade limitada. O que acabará ocorrendo é o domínio total dos lugares por parte dos sócios. Um exemplo recente é a final da Copa Sul-Americana, em 2009, onde o Internacional lotou o estádio Beira-Rio apenas com seus sócio-torcedores.







