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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Futebol e a nova gestão econômica

  Domingo, 20 de novembro de 2011, o América-RN enfrentou o Paysandu em jogo decisivo, o vencedor teria o acesso à série B garantido. Com o placar de 2x1 o clube potiguar conseguiu voltar para a segunda divisão do campeonato brasileiro de futebol. Esquecendo a euforia, podemos nos atentar a um fato maior: seria o alvirrubro capaz de montar um planejamento consistente e lucrativo para a nova empreitada? E mais, será que desta vez os clubes regionais teriam elenco para a longa disputa do titulo em 2012? Se não, o que é necessário para atingir estas metas?

  Segundo Edmo Sinedino, jornalista potiguar, “é preciso investir nas bases, e ter coragem para colocar os mais jovens para jogar, e isso demora a acontecer. No dia que essa ‘mescla’ ocorrer, acho que passo a acreditar mais nos bons resultados. Dependemos também das contratações, dos acertos, dos investimentos  e da frieza dos dirigentes na hora de montar a equipe”.

  Por sua enorme extensão, o Brasil ainda apresenta clubes em grandes dificuldades econômicas, que sofrem com a falta de investimentos, de torcedores, e principalmente, com os obstáculos encontrados na formação de times competitivos. Nossa equipe entrevistou, com exclusividade, Orlando Caldas, o Orlandinho, presidente do Alecrim Futebol Clube. O alviverde, após grande campanha no estadual, chegando a disputar a série C em 2009, caiu e voltou aos velhos problemas.

  “Quando estávamos na série C, os patrocinadores vinham atrás de nós, hoje, com o rebaixamento, temos que ir em busca. Atualmente, temos como principal fonte de renda a negociação de jogadores. Por outro lado, na visão da sociedade potiguar, somos considerados ‘o segundo time de todos’, relata o presidente.

  “Hoje, estamos na expectativa de firmar uma parceria com um empresário. Ele nos procurou com ideias futuras, planejando a construção de um Centro de Treinamento (CT), em um terreno na Zona Norte de Natal. O que facilitaria novos investimentos nas categorias de base. Com isso, acredito que possamos nos reestruturar e oferecer mais oportunidades ao nosso, ainda, pequeno quadro de sócios”, conta Orlandinho.

 Em contraste a tudo isso, atualmente, no cenário futebolístico do país, vemos clubes despontando economicamente, além dos lucros tradicionais, como pacotes de pay per view e patrocínios, encontramos um modelo muito difundido na Europa chegando com força total em terras brasileiras, é o sócio-torcedor, projeto fortalecido pelo aumento do poder aquisitivo da população nos últimos anos e o grande investimento dos clubes em publicidade.

  No regional, temos o ABC, com a campanha Programa Sócio Mais Querido, que conta com 10 mil filiados. Ainda bem distantes de clubes como o Internacional, que possuem um quadro de sócios com 106 mil torcedores. Porém, este é o caminho a seguir, trazendo o torcedor para dentro do clube, criando receitas para bancar salários e custos operacionais, deixando patrocínios e cotas de televisão para investimentos mais altos, como compra de jogadores.

  Os torcedores de 10 a 50 anos, depois dos patrocínios, são os maiores financiadores de um clube, são eles quem mais frequentam estádios, gastam em compra de camisetas e artigos relacionados à entidade, e consequentemente, tornam-se sócios. Por isto, a importância deles dentro do quadro social do clube deve ser sempre lembrada. Não que os mais velhos não tenham importância econômica, longe disto, mas com o avanço da idade, tende-se a existir uma transformação do modo de torcer, passando do estádio para a comodidade da sua casa, com o conforto e a presença da família.


  Porém, como todo projeto, o sócio-torcedor também apresenta seu lado negativo. Quanto maior for o número de associados de um clube, maior é a tendência de elitização dos torcedores, deixando de lado um pouco as camadas mais pobres da torcida, tendo em vista que, cada clube utiliza um estádio com uma capacidade limitada. O que acabará ocorrendo é o domínio total dos lugares por parte dos sócios. Um exemplo recente é a final da Copa Sul-Americana, em 2009, onde o Internacional lotou o estádio Beira-Rio apenas com seus sócio-torcedores.

   O futebol, assim como o mundo atual, vem aderindo à globalização desde o começo do século, e a tendência realmente é esta, tornar o clube de futebol uma empresa privada, que visa o lucro e, para tanto, títulos e bom futebol. O marketing e as milionárias campanhas de publicidade estão cada vez mais em pauta dentro das diretorias dos grandes clubes, até mesmo os jogadores estão nessa. Atletas como Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho faturam milhões a cada jogada, valores, muitas vezes, superiores aos seus próprios altos salários.



Por Fernando Machado, Edmo Nathan, Jomar Frederico, Nalã Ewert, Miguel Medeiros, Gabriela Serejo e Lara Paiva

terça-feira, 21 de junho de 2011

Avisa que estou voltando!


Era uma copa do mundo e todos palpitaram quem seria campeão, quem seria surpresa, dificilmente o nome do Uruguai apareceu em algumas dessas listas, mas seu futebol surpreendeu todo o mundo, terminando a copa em quarto lugar. Inclusive teve Forlan como um dos artilheiros do mundial. Até então seria mui to precipitado dizer que o futebol uruguaio voltou a tona, que voltou a ter o brilho e o prestígio de outrora. Seria, se não fosse mais uma boa surpresa, a volta do avassalador Peñarol.

O clube de montevidéu ostenta a condição de um dos clubes mais tradicionais da América do Sul. A equipe conquistou cinco títulos da Libertadores (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987) e foi três vezes campeã mundial interclubes. Também foi considerado a melhor equipe da América no século XX pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS). Mas há tempos não figurava entre os favoritos do torneio mais importante da América.

No início da Libertadores, a equipe terminou a primeira fase em segundo lugar do seu grupo, com apenas 9 pontos somados, mas nas oitavas eliminou o Internacional em pleno Beira Rio. Seguiu para as quartas e despachou o Universidad Católica. Nas semi foi a vez do Vélez Sársfield e chegou embalado para pegar o time da vila, mas ficou só no empate por 0x0 no primeiro jogo da final.

É evidente que o futebol uruguaio está voltando com força para o seleto grupo do futebol mundial. Mesmo assim, muitos comentaristas afirmam que o Santos já tem uma mão na taça, já que decide em casa e uma simples vitória dá o título ai time brasileiro, mas não é bem assim. O Peñarol já mostrou que isso não está fazendo muita diferença nessa edição da Libertadores. Não é porque empatou em casa que tem menos chances, até porque chegou a final sem muito brilho nos pontos corridos e no mata-mata. Chegou do jeito que um time campeão chega, ganhando na raça, jogando com o coração. Falta só esse título para coroar a volta do Uruguai, e ele está bem encaminhado sim!

Curiosidades:

Santos e Peñarol já se enfrentaram 20 vezes na história. A equipe santista nesses confrontos tem 9 vitórias, 4 empates e 7 derrotas.

O Santos acabou marcando 34 gols no total enquanto o Peñarol marcou 29 gols nesse confronto.

Maior vitória do Santos em casa:

29/09/1996 - Santos 3 x 0 Peñarol pela Supercopa da Libertadores - Estádio Ícaro de Castro Mello, Ibirapuera.

Maior vitória do Santos fora de casa:

30/08/1962 - Peñarol 0 x 3 Santos - Libertadores - Monumental de Nunes.

10/03/1983 - Peñarol 0 x 3 Santos - Torneio Vencedores da América – Montevidéu.

Maior vitória do Peñarol em casa:

06/02/1964 - Peñarol 5 x 0 Santos - Amistoso – Montevidéu.

Maior vitória do Peñarol fora de casa:

02/08/1962 - Santos 2 x 3 Peñarol - Libertadores - Vila Belmiro.


Miguel Medeiros

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Balanço da 5ª rodada do Brasileirão


O tabela do brasileirão começa a “ganhar corpo”, os primeiros 15 pontos foram disputados e apenas quatro times continuam imbatíveis. O primeiro deles, não só está invicto, como também venceu mais uma, e disparou na liderança, e é o São Paulo, que foi ao nordeste e venceu o Ceará com um gol de Marlos e outro de Lucas. O segundo que não sofreu derrotas é também segundo na tabela, o Palmeiras goleou o Avaí no Canindé, somou 11 pontos e ultrapassou o terceiro invicto, o Corinthians, que teve seu jogo contra o Santos adiado, devido a final da Libertadores. O último invicto é o Flamengo, que empatou por 0x0 o clássico no engenhão contra o Botafogo e amarga a modesta 10ª colocação.

O cruzeiro apenas empatou contra o América-MG em 1x1 e começa a rondar a zona da degola, zona essa que também continua recebendo a visita do Atlético-PR, time que foi ao Orlando Scarpelli e sofreu mais uma derrota, dessa vez diante do Figueirense por 2x0.

Craque da rodada: Rogério Ceni (São Paulo)

Média de gols: 2,2 por partida

Média de público: 12.668 pagantes nos estádios

Média de renda: R$ 2.954.429,8

Maior público: Coritiba x Internacional (19.693)

Menos público: América-MG x Cruzeiro (5.027)

Número de pênaltis: 4

Cartões amarelos: 50

Cartões vermelhos: 1

Mais cartões: Grêmio x Vasco (8)

TABELA:

São Paulo 15 Pontos

Palmeiras 11 Pontos

Corinthians 10 Pontos

Figueirense 10 Pontos

Atlético-MG 8 Pontos

Botafogo 8 Pontos

Vasco 8 Pontos

Atlético-GO 7 Pontos

Grêmio 7 Pontos

10º

Flamengo 7 Pontos

11º

Fluminense 6 Pontos

12º

Internacional 6 Pontos

13º

Santos 5 Pontos

14º

Bahia 5 Pontos

15º

América-MG 5 Pontos

16º

Coritiba 4 Pontos

17º

Ceará 4 Pontos

18º

Cruzeiro 3 Pontos

19º

Atlético-PR 1 Ponto

20º

Avaí 1 Ponto

domingo, 19 de junho de 2011

Milionários decadentes - A rodada decisiva do Clausura 2011


Sábado foi um dia emocionante para alguns torcedores argentinos. Olimpo, Quilmes, Gimnasia, Huracán, Tigre e o grande River Plate estavam brigando para escapar do rebaixamento e da Promocíon.Antes de tudo, explicarei o que é exatamente a Promocíon e como funciona o sistema de rebaixamento no campeonato dos Hermanos.
O sistema de rebaixamento no campeonato argentino é complicado e requer bastante atenção. O promédio, como é chamado, consiste na soma de todos os pontos obtidos por cada time nas últimas 3 temporadas, divididos por todos os jogos disputados por cada time nessas 3 temporadas. Esse sistema de promédios é utilizado para saber quem cai diretamente para a Nacional B (segunda divisão argentina), que seriam o 19º e 20º colocados na tabela do promédio, e quem ainda tem uma chance de permanecer na elite, disputando assim a Promocíon, que consiste em um mata-mata entre o 17º e o 18º da 1ª divisão contra o 3º e 4º colocados da Nacional B em dois jogos de ida e volta.
Com calculadoras e radinhos (ou até as novas tv's portáteis) em mãos, torcedores, jogadores e comissão técnica dos 6 times já citados entraram em campo ontem para a rodada decisiva e derradeira para as agremiações. Os jogos entre Quilmes x Olimpo(confronto de interesses mútuos), Gimnasia y Esgrima x Boca Juniors, Independiente x Huracán, Argentinos Jrs. x Tigre e o tão esperado River Plate x Lanús foram acompanhados com muita tensão, e emoção não faltou. De cara aos 8 minutos do 1º tempo tivemos gols em 2 jogos: O Olimpo abriu o placar em cima do Quilmes, resultado que tirava a equipe do rebaixamento e complicava a vida do River Plate, e o Gimnasia fazia seu primeiro gol em casa contra o Boca. Aos 12 minutos, com gol de Schelotto, que estava fazendo seu último jogo como profissional, o Gimnasia ampliava o placar e se livrava do rebaixamento, mas ainda na zona de Promocíon. Nesse momento, Quilmes e Huracán estavam caindo, enquanto River e Gimnasia estava indo pra promocíon.



No Monumental de Nuñez as coisas não estavam muito boas para o River Plate, dono da casa mas que mesmo assim não conseguia impor seu ritmo mesmo precisando da vitória. O time dos Milionários trabalhava bem a bola no meio campo, mas não sabia chegar ao ataque com perigo, além do que quando chegava era na base da raça, pois técnica naquele time só se via no garoto com a camisa 10, o talentoso Erik Lamela que já até despertou interesse do Barcelona. O espetáculo proporcionado pelas Hinchas do clube da capital (principalmente a Los Borrachos Del Tablón) não parou um só instante, como de costume no Monumental, e mesmo aos 30 minutos, quando o time levou seu primeiro gol do Lanús, em um chute colocado de Romero, ao invés de se calar, a grandiosa torcida do River gritou mais alto, com mais emoção, carregando o time "na garganta!". Enquanto isso, aos 32 minutos ainda do 1º tempo, enquanto sua torcida ainda comemorava o gol do Lanús, o time do Boca desconta e faz seu primeiro gol contra o Gimnasia, resultado que não mudava em nada o cenário para nenhum dos times. Fim de primeiro tempo para todos os jogos e quem estavam sendo rebaixados eram o Huracán, que perdendo para o Independiente fora de casa estava quase liquidada a partida, e o Quilmes que estava perdendo para o Olimpo.
Começo de segundo tempo e logo aos 2 minutos Lamela faz para o River em um lance bastante esquisito na área. Pronto, era o ingrediente que faltava para que a torcida explodisse de vez e fizesse sua grande festa empurrando o time. Mas não adiantou muito gritar, pois o time do River é o mais fraco dos últimos 5 anos que eu tenha visto, e com algumas raras excessões, é de dar raiva ver esse time jogar. O tempo passou e aos 38 minutos a pressão que deveria ser constante vinda do River começa a sutir efeito, com várias jogadas perigosas de Lamela, o único consciente no time do River. Para se ter uma idéia da qualidade dessa equipe, no geral, ela é bem pior.. eu disse, bem pior do que o Corinthians de 2007 e o Vasco de 2008. E por isso, e graças ao "abafa" dos milionários, em um contra-ataque bem tramado do Lanús aos 47 minutos do 2º tempo, o 2º gol dos Granate sela o drama do River e lhe dá a temida passagem para a Promocíon, tendo que jogar agora em um jogo de ida e volta contra o Belgrano de Córdoba.
Nesse momento, o Olimpo e o Tigre estavam escapando, enquanto River e Gimnasia estavam indo para a Promocíon. Porém, aos 48 minutos do 2º tempo, em sua última jogada como jogador profissional, Martín Palermo ajeita a bola para Cellay marcar o seu segundo na partida e o segundo do Boca, calando os tocedores do Gimnasia que ja comemoravam o passaporte para a Promocíon (tava feia a coisa ein! hehehe) e fazendo com que Huracán, que levou uma goleada do Independiente com direito a pênalti perdido e goleiro expulso, e Gimnasia empatassem na media do promédio, forçando um jogo de desempate em estádio neutro. Quem perder já está rebaixado, quem ganhar ainda tem que disputar a Promocíon para ver se permanece na elite.
Um sábado de muitas emoções na Argentina, e que no final levou um de seus gigantes a ter que disputar uma vaga na elite. Futebol é assim, não é camisa, é 11 contra 11 e uma bola.
Confira os resultados desse sábado e a tabela do promédio:

Independiente 5 x 1 Huracán
Gimnasia 2 x 2 Boca Juniors
Quilmes 0 x 1 Olimpo
Argentinos Jrs. 1 x 1 Tigre
River 1 x 2 Lanús




Veja nesse vídeo o quanto é apaixonada a torcida do River Plate! Vamos, Vamos Milionários!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Bem vindo de volta!


O UFC 134 será no Brasil, exatamente no Rio de Janeiro, o mais importante evento de lutas do mundo voltará no dia 27 de agosto. As lutas do UFC Rio acontecerão na Arena da Barra, mas o presidente do UFC Dana White quer que o evento de pesagem dos lutadores seja em um cartão-postal da cidade: a praia de Copacabana.

A primeira e única vez que o UFC aconteceu no Brasil foi em 1998, em São Paulo. O destaque ficou por conta da apresentação de Vitor Belfort, que massacrou Wanderlei Silva em apenas 44 segundos. Desde aquele tempo muitas coisas mudaram, o lutador principal do Brasil hoje é Anderson Silva, o “Spider”, que defenderá o cinturão dos pesos médio (até 84 kg) contra o japonês Yushin Okami, sendo a luta principal da noite. O Campeão é considerado o melhor lutador peso a peso do mundo, motivo de muito orgulho para os brasileiros que começaram a adorar esse esporte cada vez mais.

O evento também contará com outros brasileiros de renome internacional, como, Rodrigo “Minotauro” e Mauricio “Shogun” entre outros. O card do evento carioca inclui lutadores brasileiros em todos os combates. Confira o card completo do UFC 134:

Anderson Silva x Yushin Okami

Maurício "Shogun" Rua x Forrest Griffin

Rodrigo "Minotauro" Nogueira x Brandon Schaub

Ross Pearson x Edson Barboza

Luiz Cane x Stanislav Nedkov

Thiago Tavares x Spencer Fisher

Paulo Thiago x David Mitchell

Mike Swick x Erick Silva

O Dono do UFC, Dana White, prometeu levar o evento a mais capitais do nosso país. White garantiu que o evento será mais organizado do que em os torneios de luta do passado e que será "o melhor evento esportivo que o Brasil já viu". Além de mostrar muito respeito pela tradição de MMA do país, ele também tratou de desvincular o evento aos antigos torneios de luta do país, quando havia confusão nas arquibancadas e briga fora do octógono.

A pré-venda exclusiva de ingressos durou cerca de 40 minutos. Com preços de R$ 275 a R$ 1.600, os tíquetes para clientes do banco que patrocina a arena foram postos à venda às 20h desta quinta-feira. A venda iria até às 20h desta sexta. No total, serão postas à venda 16.572 entradas para o evento.

Os lutadores já manifestaram seu grande desejo em lutar diante de sua torcida, representar a nação brasileira. - É a seleção brasileira contra o resto do mundo - disse "The Spider". A ansiedade cresce nos lutadores e principalmente dos fãs que aguardam esse acontecimento histórico no Rio de Janeiro.

Por fim, fica a esperança que o UFC Rio seja um sucesso em todos os aspectos e que os lutadores brasileiros representem da melhor forma o povo brasileiro.



Nalã Ewert

Futebol, Salários e Novos Valores

O assunto se tornou freqüente nos últimos tempos, porém, ainda não foi aberta uma discussão mais aprofundada sobre o mesmo. O novo cenário futebolístico brasileiro tem apresentado uma estabilidade econômica notável, grandes estrelas estão voltando a jogar em terras brasileiras e novas promessas estão buscando seu desenvolvimento dentro do cenário nacional.

A grande questão desse fato, é que o aumento salarial e os ganhos extras por parte dos jogadores parecem valores exorbitantes para um país ainda em desenvolvimento como o Brasil, riquezas nós sabemos que existem, mas realmente é válido um investimento tão grande em um esporte? Eis a questão.

Jovens jogadores como Neymar e Jean Chera ganharam as páginas dos noticiários pelos altos valores pedidos e recebidos em renovações contratuais. Estipula-se que o atacante Neymar ganhe hoje mais de R$ 500 mil apenas em salário. Jean Chera rescindiu seu contrato com o Santos, pois o clube não aceitou a somatória pedida pelo pai do jogador, R$ 75 mil de salário no primeiro ano, R$ 100 mil no segundo e R$ 130 mil no terceiro, além de R$ 1 milhão de luvas.

O que vemos é uma inflação monetária, altos valores pagos para montar elencos, times como Internacional e Corinthians gastam mais de R$ 3 milhões em salários por mês. Nos grandes clubes da série A do Campeonato Brasileiro, a maioria dos jogadores que sobem das categorias de base para os profissionais tem sua remuneração aumentada para mais de R$ 40 mil mensais.

A busca por patrocínios e capital de giro se tonar incessante, pois os gastos são elevados e nem sempre se refletem em títulos. Outro ponto importante é que estes jovens milionários precisam ser acompanhados, o termo "promessa" que estes meninos carregam muitas vezes se torna pesado demais.

Os novos tempos não estão apenas com os novos jogadores, grandes estrelas também estão nessa. Um exemplo disso é Andrés D'Alessandro que nas ultimas semanas renovou por 4 anos com o Internacional e vai receber R$ 350 mil mensais, isso dá mais de R$ 4 milhões anuais. Um valor até considerado baixo no meio futebolístico, pois jogadores com renome internacional como Ronaldinho Gaúcho, hoje no Flamengo, recebem praticamente o triplo.

Trago esses valores apenas para contrapor com a realidade social do Brasil. Gostaria de dizer que sou completamente contra isso, mas não consigo. A verdade é que na hora dos jogos, das emoções que o esporte proporciona, todos esses valores são esquecidos, o que importa no fim acaba sendo os títulos e as alegrias ganhas.

Quem sabe num futuro a realidade mude e as remunerações aumentem substancialmente em todas as áreas de trabalho, porém, espero, como bom torcedor, que as glórias e os títulos continuem a existir na história que ainda está por vir do meu clube de coração, independente dos salários de seus jogadores.


Fernando Machado

Balanço final de uma final


Não foi um grande jogo, nada de brilhante. Mas foi carregado de tensão e, depois, de polêmica esse empate de zero a zero entre Santos e Peñarol, em Montevidéu, na primeira partida da decisão da Taça Libertadores da América.

Que tal começar pela polêmica? Passava dos 40 minutos do segundo tempo quando, lançado na área, já perto do gol, o atacante Alonso empurrou a bola para as redes. Gol do Peñarol? Não, o gol foi anulado pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla (o árbitro cabe decidir) foi alertado pelo assistente, Nicolás Yegro, de Alonso estava impedido. E com razão. Vi, pela tevê, várias vezes a jogada. E Alonso estava mesmo em posição de impedimento quando empurrou bola para as redes e marcou o gol anulado. Aliás, prova de coragem da arbitragem, pois os nervos estavam à flor da pele no Estádio Centenário, com todo um clima favorável aos uruguaios.

Quanto à tensão, ela tomou lugar da técnica e do brilho, bem ao feitio da Libertadores, nesse primeiro jogo da decisão. Diria até que o Peñarol, movido pela garra, teve chances mais claras de marcar, principalmente no primeiro tempo- numa dessas chances, no finzinho da primeira etapa, o centroavante Olivera, cara a cara com Rafael, encobriu o goleiro e o travessão, num arremate patético para um goleador.

O Santos teve uma ou outra oportunidade, numa cabeçada de Zé Eduardo e num chute fraquinho de Neymar. Aliás, Neymar, que levou cartão amarelo logo no início, esteve longe de ser o craque que dizem ser, foi incrivelmente apagado no jogo, chegando a ser patético. Por sua vez, o mais badalado do Peñarol, Martinuccio também esteve apagado. Assim, tivemos um jogo pegado, corrido. Mas sem luxos e brilhos

Fica a decisão para a próxima quarta-feira. Uns dizem que o favoritismo está com o Santos, mas futebol é futebol, ainda mais quando se trata de uma final de libertadores. Peñarol vem muito forte pro Pacaembu, preparado pra bater de frente e jogar de igual pra igual. Mas como não quero ficar em cima do muro, tenho que dar um palpite, mesmo não havendo favoritos; Peñarol leva esse caneco para o Uruguai.

Feliz aniversário, Maraca!


No dia 16 de junho de 1950 era inaugurado o estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Construído para a realização da Copa do mundo de futebol daquele ano, o Maraca foi palco de memoráveis momentos do futebol brasileiro.

Dentre tais momentos, se destaca o milésimo gol da carreira de Pelé, o segundo gol santista na vitória sobre o Vasco por 2 a 1. Os socos no chão do goleiro Andrada, após quase alcançar a bola em seu canto esquerdo, jamais serão esquecidos. Assim como a invasão dos repórteres ao gramado e o discurso do rei, em prol das crianças pobres e abandonadas, não serão.

Outra ocasião marcante na história do “maior do mundo” foi a derrota brasileira na final da Copa de 50, episódio conhecido por Maracanaço (ou Maracanazo, em espanhol). O empate era suficiente ao Brasil para sagrar-se campeão mundial, porém aquele gol do ponteiro direito Ghiggia, aos 34 minutos do segundo tempo, fez o Maracanã calar-se e os então 50 milhões de brasileiros chorarem a dor da derrota.

O “templo do futebol” foi projetado pelos arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bernardes Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro. Sua primeira partida foi um amistoso entre seleções de Rio de Janeiro e São Paulo, na qual foi marcado o primeiro gol da história do estádio, um gol de Didi (seleção carioca). O jogo terminou em 3 a 1 para os paulistas.

Hoje, o Maracanã encontra-se em reformas visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, mas ainda pode ser visitado. Lá existe uma calçada da fama, onde estão eternizados 100 pares de pegadas de grandes ídolos do futebol mundial, entre eles: Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino, Didi, Eusébio, Beckenbauer, Romerito, Figueroa, Ronaldo, Roberto Dinamite, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Gerson e Marta (a única mulher a fazer parte da calçada da fama).

Parabéns pelos seus 61 anos de inaugurado e muitos anos de vida!