Mostrando postagens com marcador ensaio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ensaio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de junho de 2011

Unidade, Unicidade e Instantaneidade da Informacionalização.

Atualmente vivemos em um mundo onde os avanços tecnológicos nas áreas de transporte e comunicação, com a criação da internet principalmente, fazem com que as distâncias sejam encurtadas, nos dando a ideia de que o mundo ficou menor. A velocidade com que são passadas as informações torna possível que a mesma notícia, informação ou acontecimento, chegue ao mesmo tempo em diferentes lugares.

Invenções como o telégrafo, rádio, telefone, avião e televisão, buscavam a remoção das fronteiras do espaço, queriam o desaparecimento das barreiras físicas para que o transporte e circulação de produtos, matérias-primas, pessoas, capital e informação, fosse livre. Mas nenhuma inovação teve tamanho sucesso como as inovações de tecnologia das informações estão tendo.

Tal rapidez da comunicação provoca uma nova cultura na economia global, onde os mesmos eventos podem ser uma vivência e experiência comuns às pessoas de todos os lugares ao redor do mundo, tendo como exemplos disso a crise financeira ocorrida no ano de 2009 e a Olimpíada de Pequim, a qual teve o público telespectador estimado em dois bilhões de pessoas.

Velocidade, instantaneidade e simultaneidade são características dessa nova era da informacionalidade, onde o tempo passa a ser relativizado, e até mesmo comprimido a tal ponto, que desapareça.

Notamos que está em um período de intensas alterações, uma verdadeira revolução tecnológica concentrada nas tecnologias da informação que remodela a base material da sociedade em ritmo acelerado, onde podemos até mesmo notar mudanças significativas na própria estrutura do capitalismo nos dias de hoje, como: flexibilidade de gerenciamento; descentralização das empresas e as respectivas organizações em redes internas e externas (com outras companhias e instituições); fortalecimento do papel do capital frente ao trabalho; individualização e diversificação das relações de trabalho; incorporação das mulheres na força de trabalho remunerada; intervenção estatal para desregular os mercados e desfazer o estado do bem estar social; e elevação da concorrência econômica global. Essa globalização comercial estimula a competição entre as empresas, forçando-as a buscarem eficácia, gerando cada vez mais um aperfeiçoamento no trabalho, na técnica e nos produtos finais.

Com a aceleração dos sistemas de comunicação e dos fluxos de informações em conjunto com técnicas mais modernas de distribuição, permitem maior circulação de mercadorias e aperfeiçoamento das atividades. Os bancos utilizam os cartões de plástico como substituto do dinheiro em papel para que os fluxos de capitais ou transações bancárias sejam feitos em uma agilidade maior, permitindo também a aceleração nos serviços e uma maior iteração global dos mercados financeiros.

O informacionalismo é então definido e constituído pela crescente utilização de tecnologia da informação baseando-se em redes virtuais que permitem a unicidade das técnicas, a convergência dos momentos e a unidade da vida social. O fluxo de informações se torna o diferencial e diminui as distâncias, de modo que essas mudanças criam um novo tipo de cultura, denominada “cultura virtual”, auxiliando a cultura de massa e seu domínio. O alcance da nova realidade informacional é mundial, e prova que, a globalização é uma das principais responsáveis por esse novo momento.

Texto desenvolvido baseado no artigo "Castells: a era do Informacionalismo" de Rodrigo Fonseca de Almeida. Válido como trabalho de conclusão para a disciplina Cultura Brasileira, ministrada pela professora Maria das Graças Pinto Coelho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


Por : Ana Beatriz Cortez, Fábio Clementino, Felype Joseh, Gabriel Souza Nunes, Maria da Conceição de Oliveira, Nathalia Caroline Santander, Rodrigo César Neves.




Do aprisionamento à libertação: as mudanças culturais na educação através das redes de informação



As informações divulgadas na rede libertam ou limitam o nosso conhecimento? Depende, pois é preciso enxergar a internet como uma rede de possibilidades e opiniões a qual nem todos têm acesso, visto que, inserido num cenário globalizado, o aluno necessita não só dos equipamentos, mas também de um mínimo de conhecimento acerca da linguagem utilizada em rede.
É fato que a educação hoje, não está mais tão vinculada ao Estado, uma vez que a escola já não é um mero espaço para servir aos interesses do governo, que eram de nos formar civil e moralmente. O professor deixou de ser o único detentor da informação. Sua função hoje se encaixa muito mais em provocar e formar um aluno crítico do que enxergá-lo como um simples depósito de conhecimento.
A procura de livros em bibliotecas também não é mais o principal meio de se buscar informação. A dinamicidade que a internet oferece torna o conhecimento acessível, abundante e fácil de ser assimilado, pois em apenas um clique, podemos encontrar conteúdos diversos e resumidos sobre todos os assuntos imagináveis. Num mundo em que a necessidade instantânea de informação é cada vez mais necessária, encontramos resenhas, artigos e resumos de livros que muitas vezes não temos tempo para ler.
Dessa forma, faz-se necessária não só uma reflexão, mas uma atitude coerente e um posicionamento a ser tomado perante o uso, a transmissão e a modificação das informações contidas em rede, de forma a buscarmos e melhorarmos cada vez mais os conteúdos educacionais dessa ferramenta tão importante que é a internet.

Texto produzido para a disciplina Cultura e Realidade Brasileira, ministrada pela Profª Dra. Maria das Graças Pinto, com base no ensaio de João Brant - O lugar da educação no confronto entre colaboração e competição -, contido no livro "Além das redes de colaboração", organizado por Nelson De Luca Pretto e Sérgio Amadeu da Silveira.

Por: Francisco José Rocha, Nathalia Aparecida Aires, Saulo André do Nascimento e Thaisa Mendonça.







Os Direitos de Propriedade Individual e a Nova Realidade


Atualmente, vemos uma infinita proteção de investimento, patentes, marcas, softwares, bancos de dados, e tudo isso englobado pelo nome Direito de Propriedade Individual. Esse novo ideal atinge praticamente tudo que está presente na sociedade como um todo, desde simples letras de músicas até avançados componentes tecnológicos.

O que observamos é um abuso desses sistemas de proteção. Os prazos de validade têm se estendido por muito tempo, a exemplo disso, aqui no Brasil, é válido por 70 anos após a morte do artista. De que forma isso atua positivamente no incentivo à criação de novidades? Eis a questão.

Diversos economistas, ao longo do tempo, criticam esse modelo de patentes defendendo que essa sistemática favorece apenas as grandes empresas e os Estados mais poderosos, ao mesmo tempo em que, tentam demonstrar que os mais ricos, quando ainda em processo de desenvolvimento, eram mais brandos à liberdade de criação, tanto na área artística quanto na industrial.

Porém, as últimas notícias são de que essa política tem afetado de forma indireta as grandes empresas. A Microsoft registrou queixa de que empresas ligadas ao grupo têm sofrido com essa nova reserva de mercado. Subentende-se que estes gastos poderiam ser transformados em investimentos visando inovações e um desenvolvimento mais acelerado.

Os países pobres saem prejudicados porque o acesso à educação, à cultura, às novas tecnologias, enfim, ao conhecimento em geral, sofre um impacto negativo por parte dos interesses privados que influenciam diretamente em preços de livros, CDs, medicamentos patenteados, softwares proprietários, etc.

Em nosso país, se alguém escrever, criar ou fizer algo, estará imediatamente protegido pelos direitos autorais, sem necessidade de registro. A proteção é integral. A problemática consiste exatamente nessa última parte. As pessoas contrárias defendem uma maior flexibilidade da propriedade intelectual, com um debate acerca do assunto, uma discussão mais elaborada sobre cópias, reproduções, liberdade criativa e possíveis punições.

A tecnologia digital tornou as coisas muito mais fáceis, a qualidade de uma cópia é relativamente alta, o custo de criação é mínimo e a distribuição é simples e eficiente, logo, não é necessário intermediário, pois nós mesmos, os próprios consumidores, podemos fabricar e divulgar nossas produções.

Com isso, o modelo tradicional da indústria fonográfica está sendo suprimida pelas novas tecnologias, a tendência é de mudanças drásticas para permanecer no mercado. A utilização do marketing do medo se faz freqüente, através de multas e ações judiciais contra usuários de redes de compartilhamento.

A grande questão disso tudo é o enorme déficit que a indústria fonográfica sofreria com a transição direta do modelo atual para os downloads. Os 286 milhões de dólares arrecadados em 2005 rapidamente seriam transformados em uma quantia no mínimo quatro vezes menor. A indústria aceitaria isto? Acreditamos que não. Não deve ser proposta uma mudança imediata, mas é fato que a transição é inevitável. Soluções devem ser encontradas e os dois lados devem ser favorecidos.


Ensaio desenvolvido pelos alunos Edmo Nathan, Fernando Machado, Jomar Frederico, Miguel Medeiros, Nalã Ewert e Paulo Moraes baseado no artigo "Direitos autorais, novas tecnologias e acesso ao conhecimento" de Pedro Paranaguá. Válido como trabalho de conclusão para a disciplina Cultura Brasileira, ministrada pela professora Maria das Graças Pinto Coelho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


CONVERGÊNCIA DIGITAL, DIVERSIDADE CULTURAL E ESFERA PÚBLICA



Envolvendo o assunto no contexto da atual esfera politica, podemos notar a preocupação da população com a influência do Mass Media na sociedade, isso por que tem consequências drásticas no modo como pensa o expectador (sociedade em geral). Mas isso vem mudando com o surgimento de ferramentas alternativas como a internet, o que proporcionou a qualquer cidadão poder se expressar livremente, o que seria benéfico para todos. Mas a internet é uma rede inacabada e que está em constante evolução. Ela permiti a criação de novas soluções tecnológicas. Por não possui um órgão central que decida o que pode e o que não pode, podemos dizer que a internet é uma mão de duas vias. Essa possibilidade tem mobilizado inúmeros usuários da rede. A criação da internet despertou o mundo para as enormes possibilidades de compartilhar conteúdos de modo distribuído através da convergência:


1. Disposição de linhas, raios luminosos ou que se dirigem para o mesmo ponto.

2. Tendência de várias coisas para se fixarem num ponto ou se identificarem.


Essa definição da física sobre Convergência se adéqua ao tema da Convergência digital. Onde a internet e os outros meio de comunicação iram convergir, se caminharam ao mesmo ponto até que um se apodere do outro, neste caso, a Internet não veio para mudar os meio de comunicação _ veio para destruí-los, pois destruição é criação, é preciso eliminar o antigo. Podemos associar essa convergência digital a teoria da seleção natural, onde o mais forte e adaptado sobrevivera, neste caso a internet. E nessa competição por sobrevivência os meio terão que se adaptar e melhorar, gerando uma rivalidade, concorrência de mercado, que é a base do capitalismo, o que favorecerá os consumidores.

As conexões digitais estão a cada dia que passa mais presentes em nossa vida, somos interligados por novas fontes de conhecimento, novas técnicas e até um novo jeito de se expressar. Por exemplo, a internet wi-fi veio somar conhecimento na divulgação cultural, ajudando na produção da cultura. Com o uso das novas tecnologias a inclusão digital foi mais um padrão de desenvolvimento social, pois beneficiou milhares de pessoas facilitando a comunicação entre elas com a ampliação da internet.

E quanto ao rádio? Nos dias atuais, a democratização do espectro radioelétrico torna-se algo imprescindível, o espaço por onde as ondas transitam não deve ficar restrito ao controle de órgãos privados, deve ser um espaço aberto e a evolução termológica viabiliza isso, porém esse espaço deve ser regulado por órgãos governamentais.

Seria importante que o rádio não dependesse apenas do governo para ser legalizado. O interessante seria que fosse da mesma forma que ocorre com a internet, que segue padrões baseados em pesquisadores, usuários, empresários e técnicos.

Postado por:

Valéria Inácio,

João Paulo,
Bruno Luan,
Paulo Ricardo,
Jonathan e
Allyson Gomes




O desenvolvimento do cinema enquanto revolução tecnológica

     Nesses 110 anos de história, o cinema ainda está na lista das maiores invenções da humanidade, não só porque revolucionou os meios de comunicação, mas também porque ajudou na criação de uma nova divisão de trabalho, no surgimento de novas pesquisas científicas, na nova opção das pessoas se relacionarem com o mundo e também na formação de várias empresas que lucraram com essa invenção.

     A primeira revolução cinematográfica começou no dia 28 de dezembro de 1895 na França, data da primeira sessão de cinema no mundo, foi promovida pelos irmãos Lumière, que causou as seguintes consequências: surgimento de uma nova divisão do trabalho, aparecimento de novos empregos (cinegrafista, produtor, diretor, roteirista, assistente do diretor...), os atores ganharam uma nova área para trabalhar além do teatro, cidades que se desenvolveram por causa da produção de filmes como Nova York, entre outras causas. Aproximando-se da primeira revolução industrial que causou surgimento de novos empregos (maquinistas, terciários, siderúrgico...), enriquecimento das cidades que ficavam as fábricas e nova organização de trabalho. Outra coisa que a Revolução Industrial e o cinema tiveram em comum foi a livre concorrência, porque todos podiam fazer filme desde que você soubera mexer nos equipamentos necessários.

    Porém, à medida que as produtoras cresciam, estavam se construindo monopólios, cartéis e trustes para acabar com a concorrência. Podemos comparar o que estava acontecendo com dois peixes de diferentes tamanhos, o maior peixe comia o pequeno para poder sobreviver. Isso aconteceu de forma semelhante no período da Segunda Revolução Industrial que também sofria da mesma situação: a morte da livre concorrência.

    O primeiro monopólio cinematográfico foi criado por Thomas Edison, famoso por ser o inventor da lâmpada. Ele criou um truste (união de empresas do mesmo ramo) em associação com George Eastman (criador da Kodak). Devido ao truste, as pessoas eram obrigadas a pagar os direitos autorais a essa associação para poder produzir um filme, dando prejuízos aos produtores vindos de Chicago, Nova Jersey e Nova York.

     Mas, um grupo de judeus recém-chegados a Terra do Tio Sam, resolveram se instalar na Califórnia, local onde os fiscais do truste não alcançavam. A partir disso, começaram a produzir filmes em um determinado local que futuramente iria se chamar de Hollywood. E eis que surge a prosperidade da pequena cidade da Califórnia no ramo da 7ª arte. Foi em Hollywood que surgiram as primeiras multinacionais relacionadas ao cinema como a Paramount Pictures e a Columbia Pictures.

    Porém, tais multinacionais focam mais na quantidade de bilheterias ao produzir os filmes de acordo como o público gostaria, sendo eleitos como os filmes da “grande massa”. Com uma fórmula diferente, os filmes de baixo orçamento provocam um estilo alternativo de produzir cinema possuindo uma maior visão do diretor presente nos filmes, aprofundando mais no quesito de criação do final das devidas histórias, por exemplo.

   Isto não quer dizer que os chamados filmes alternativos ou atualmente denominados de “cults” possuem uma melhor qualidade cinematográfica ao comparar com os filmes hollywoodianos. Sem os filmes lucrosos com seus tradicionais finais felizes, o cinema não poderia obter tanto sucesso até os dias de hoje. Além disso, o pré-julgamento das pessoas aos filmes de Hollywood por achar tais filmes superestimados pela massa popular nem sempre tem a ver com sua capacidade qualitativa destes.

   Em relação à origem do cinema, existem duas teorias sobre a sua invenção, uma teoria afirma que os inventores foram os irmãos Lumière e a outra afirma que foi o americano Thomas Edison. Posteriormente, várias pessoas ajudaram no seu desenvolvimento, entre elas: Louis Le Prince (um dos primeiros a lançar curtas metragens), Eadweard Muybridge que criou um método para fotografar de maneira veloz a fim de reconstituir as imagens fotografadas em pequenos filmes, Émile Reynaud (criador de alguns instrumentos ópticos) e Étienne Marey (criador da filmadora).

  Em 1893, Edison cria um aparelho chamado Kinetógrafo (ou cinescópio) em que ele colocava uma sequência de imagens dentro de uma caixa que tinha duas aberturas: uma para que fosse colocada a moeda para poder rodar as imagens e outra para colocar o olho da pessoa para ver o filme que tinha a duração de alguns segundos. Já os irmãos Lumière, com o seu jeito desportista e desbravador, tiveram a ideia de passar as imagens através de uma tela gigante dentro de uma sala fechada e escura.

  Durante o pós-guerra inicia-se a terceira revolução cinematográfica. O surgimento de câmeras portáteis, gravadores e outros equipamentos que ajudaram a descentralização do cinema e permitiram o avanço do cinema na França e na Itália. Nas décadas seguintes surgiram novas tecnologias como o computador e câmeras digitais (produtos que foram resultados da Terceira Revolução Industrial) que juntamente com a globalização facilitaram a produção de filmes. Agora, as pessoas podem produzir curtas com equipamentos baratos e colocarem no computador, principalmente na Internet, através do You Tube, no qual poderíamos afirmar que são os “netos” do cinescópio de Edison e seu truste.

   Concluímos que a Revolução Industrial pode ser comparada com a história do cinema por serem contemporâneas e interdependentes, por exemplo, se não fosse a invenção de equipamentos vindos da indústria como a câmera, não existiria o filme.

   Mas, ao mesmo tempo, há novas tecnologias que precisam de muito dinheiro para os filmes poder ter uma melhor qualidade. As maiores produções cinematográficas continuam sendo em Hollywood. Entretanto, ao mesmo tempo em que o cinema surge mudando a vida das pessoas, alguns problemas ainda persistem como equipamentos caros e falta de democratização na produção de filmes.

   Ensaio baseado no artigo “Politizando a tecnologia e a feitura do cinema” de Giba Assis Brasil. Feitos pelos alunos de Comunicação Social da UFRN: Anna Ester Leite, Daniel Porpino, Gabriela Serejo, Lara Paiva, Mariana Fonseca, Pedro Andrade, Pedro Vale e Yuli Barros para a matéria de Cultura Brasileira lecionada pela professora Maria das Graças Pinto Coelho.